A Prefeitura de Patrocínio confirmou a morte de Claviana Nunes, de 37 anos, uma das vítimas do caso de intoxicação alimentar registrado na cidade, no Alto Paranaíba. A mulher estava internada desde a última quarta-feira (8), quando ela e outros familiares passaram mal após consumir a planta nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve”.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Claviana permaneceu internada em estado grave, com instabilidade hemodinâmica, e morreu às 18h20 dessa segunda-feira, apesar dos esforços da equipe médica.
Outros dois familiares seguem hospitalizados na Santa Casa de Patrocínio. Um homem de 60 anos continua intubado, sob ventilação mecânica e sedação, em estado considerado grave e instável. O outro paciente, de 64 anos, está estável hemodinamicamente, com respiração espontânea e uso de cateter nasal, mas permanece confuso.
A Vigilância Sanitária e Epidemiológica do município afirma que acompanha o caso desde o início. Amostras de alimentos e materiais biológicos foram coletadas e enviadas para análise laboratorial, a fim de identificar o agente causador da intoxicação.
A prefeitura de Patrocínio diz que todas as medidas de investigação e prevenção continuam em andamento e manifestou solidariedade à família de Claviana Nunes.
Relembre o caso
As vítimas começaram a passar mal logo após o almoço, com sintomas como dormência nas pernas, fraqueza e dificuldade para respirar. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou a mulher que agora está em estado grave, desorientada, em parada cardiorrespiratória. Ela foi reanimada e levada ao Pronto-Socorro Municipal. Outras duas vítimas foram levadas à Santa Casa de Patrocínio.
A Secretaria de Saúde de Patrocínio informou que equipes da Vigilância Sanitária e Epidemiológica fizeram vistoria e coleta de amostras na casa da família. A pasta reforça a importância de não consumir plantas desconhecidas e de procurar atendimento médico imediato em casos de suspeita de intoxicação.
Veja como identificar a “falsa couve”
Após o caso de uma família intoxicada ao consumir a chamada “falsa couve”, o alerta sobre o risco de confusão entre plantas voltou a preocupar especialistas. Em entrevista ao BHAZ, a bióloga, mestre em botânica e professora da UniBH, Fernanda Raggi Grossi, explicou como diferenciar a verdadeira couve da espécie tóxica — e o que torna essa planta tão perigosa.
A “falsa couve” é, na verdade, a nicotiana glauca, uma planta da família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata e do tabaco. Apesar da aparência semelhante à couve tradicional, a Nicotiana glauca é altamente venenosa, pois contém anabasina e nicotina, dois alcaloides potentes que atuam diretamente no sistema nervoso.
5 formas de diferenciar a falsa couve da verdadeira
Segundo a bióloga, a Nicotiana glauca possui:
- folhas menores
- mais grossas
- ásperas
- cor acinzentada ou azulada
- aspecto opaco
A planta tem um tronco lenhoso, e suas folhas se prendem a esse caule, o que já é um sinal de alerta. Além disso, apresenta flores pequenas agrupadas em cachos — algo incomum na couve que consumimos.










