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Mulher intoxicada por ‘falsa couve’ morre em Minas Gerais; dois seguem internados

14/10/2025 às 09h27
Nicotiana glauca falsa couve
Veja 5 diferenças entre a planta tóxica e a couve. Reprodução/Corpo de Bombeiros)

A Prefeitura de Patrocínio confirmou a morte de Claviana Nunes, de 37 anos, uma das vítimas do caso de intoxicação alimentar registrado na cidade, no Alto Paranaíba. A mulher estava internada desde a última quarta-feira (8), quando ela e outros familiares passaram mal após consumir a planta nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Claviana permaneceu internada em estado grave, com instabilidade hemodinâmica, e morreu às 18h20 dessa segunda-feira, apesar dos esforços da equipe médica.

Outros dois familiares seguem hospitalizados na Santa Casa de Patrocínio. Um homem de 60 anos continua intubado, sob ventilação mecânica e sedação, em estado considerado grave e instável. O outro paciente, de 64 anos, está estável hemodinamicamente, com respiração espontânea e uso de cateter nasal, mas permanece confuso.

A Vigilância Sanitária e Epidemiológica do município afirma que acompanha o caso desde o início. Amostras de alimentos e materiais biológicos foram coletadas e enviadas para análise laboratorial, a fim de identificar o agente causador da intoxicação.

A prefeitura de Patrocínio diz que todas as medidas de investigação e prevenção continuam em andamento e manifestou solidariedade à família de Claviana Nunes.

Relembre o caso

As vítimas começaram a passar mal logo após o almoço, com sintomas como dormência nas pernas, fraqueza e dificuldade para respirar. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou a mulher que agora está em estado grave, desorientada, em parada cardiorrespiratória. Ela foi reanimada e levada ao Pronto-Socorro Municipal. Outras duas vítimas foram levadas à Santa Casa de Patrocínio.

Secretaria de Saúde de Patrocínio informou que equipes da Vigilância Sanitária e Epidemiológica fizeram vistoria e coleta de amostras na casa da família. A pasta reforça a importância de não consumir plantas desconhecidas e de procurar atendimento médico imediato em casos de suspeita de intoxicação.

Veja como identificar a “falsa couve”

Após o caso de uma família intoxicada ao consumir a chamada “falsa couve”, o alerta sobre o risco de confusão entre plantas voltou a preocupar especialistas. Em entrevista ao BHAZ, a bióloga, mestre em botânica e professora da UniBH, Fernanda Raggi Grossi, explicou como diferenciar a verdadeira couve da espécie tóxica — e o que torna essa planta tão perigosa.

A “falsa couve” é, na verdade, a nicotiana glauca, uma planta da família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata e do tabaco. Apesar da aparência semelhante à couve tradicional, a Nicotiana glauca é altamente venenosa, pois contém anabasina e nicotina, dois alcaloides potentes que atuam diretamente no sistema nervoso.

5 formas de diferenciar a falsa couve da verdadeira

Segundo a bióloga, a Nicotiana glauca possui:

  1. folhas menores
  2. mais grossas
  3. ásperas
  4. cor acinzentada ou azulada
  5. aspecto opaco

A planta tem um tronco lenhoso, e suas folhas se prendem a esse caule, o que já é um sinal de alerta. Além disso, apresenta flores pequenas agrupadas em cachos — algo incomum na couve que consumimos.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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