A Operação Cerco Fechado, lançada pelo Governo de Minas Gerais para combater facções criminosas, completou um mês nesta quarta-feira (1º) com mais de mil prisões e cerca de 12 toneladas de drogas apreendidas. Inicialmente concentrada em seis cidades, a operação foi ampliada e passou a atuar também em Montes Claros e Araguari.
A força-tarefa reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal e tem como alvo organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. Segundo o balanço divulgado pelo governo, 1.307 pessoas foram conduzidas às delegacias, das quais 1.085 acabaram presas. Entre os detidos, 407 eram foragidos da Justiça e mais de 150 foram identificados como integrantes de facções criminosas.
Nos primeiros 30 dias da operação, também foram apreendidas 131 armas de fogo, mais de 2,4 mil munições e aproximadamente 12 toneladas de drogas. Os números representam uma média diária de 36 prisões e quase 400 quilos de entorpecentes retirados de circulação.
Além das prisões e apreensões, a operação inclui ações como a remoção de pichações atribuídas a facções criminosas, fiscalização em unidades prisionais e medidas para impedir a comunicação de detentos com integrantes de organizações criminosas.
Durante a apresentação do balanço, o governador Mateus Simões afirmou que a operação busca impedir o fortalecimento de facções em Minas Gerais. “Aqui não será como no Rio de Janeiro, onde o crime garante a ordem dentro do aglomerado”, disse.
Segundo o Governo de Minas, a Operação Cerco Fechado continuará sem prazo para ser encerrada. A próxima etapa deve concentrar esforços no combate à lavagem de dinheiro e às estruturas financeiras das organizações criminosas, além da manutenção das ações ostensivas nas cidades atendidas.








