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Psicóloga encontrada morta em porta-malas tirou a própria vida, conclui Polícia Civil

16/02/2022 às 14h54
psicóloga encontrada morta
Marilda Matias Ferreira dos Santos tirou a própria vida e tentou simular homicídio (Reprodução/Redes sociais + Polícia Civil/Divulgação)

A psicóloga Marilda Matias Ferreira dos Santos, 37, que foi encontrada morta e amarrada dentro do porta-malas de um carro no ano passado, tirou a própria vida, concluiu a Polícia Civil. O caso aconteceu em Pouso Alegre, no Sul de Minas, em agosto do ano passado. Segundo a investigação, a mulher tentou simular um homicídio. O inquérito foi encerrado e arquivo na Justiça.

O marido de Marilda Matias Ferreira dos Santos, 62, foi quem encontrou a vítima, no dia 22 de agosto de 2021. Ela estava com os pés e mãos amarrados. A perícia não havia identificado quaisquer sinais de violência, e a chave do carro estava próxima ao corpo. Além disso, a casa não apresentava sinais de arrombamento e nenhum objeto furtado.

Caso complexo

A polícia relatou que o caso acabou ficando mais complexo pela fato da psicóloga ter tentado simular situações que explicassem sua morte. Marilda Matias Ferreira dos Santos despistou o marido e amigos com informações desencontradas. Disse que teria feito um passeio de bicicleta e sido assediada por estranhos. Contudo, a investigação comprova que não saiu de casa.

A psicóloga também teria desmarcado paciente naquela semana informando que viajaria para Bauru (SP), no fim de semana. Também foram analisados cadernos, anotações e agendas da mulher. No que foi levantado, aponta predisposição para o suicídio e claros sinais de depressão.

Medo do julgamento da sociedade

O fim da investigação também mostrou o laudo da necropsia, que comprovou a ausência de lesão, marca ou perfuração. Os laudos complementares ainda encontraram 14,6 dg/l de álcool e um medicamento barbitúrico, com alto teor sedativo e anticonvulsivante que atua de forma direta no sistema nervoso central.

Durante entrevista coletiva, o delegado Rodrigo Bartoli explicou que ela tinha medo de se expor para a sociedade. “Todos esses contextos permitiram concluir que ela praticou suicídio, montou esse cenário e algumas fantasias para demonstrar que seria um crime, porque ela não tinha essa coragem de praticar o suicídio perante pacientes e à sociedade”, pontuou.

“Então ela queria ocultar e demonstrar que faleceu por homicídio, mas de maneira alguma tentou incriminar o próprio marido. A Justiça já manifestou pelo arquivamento do caso”, completou o delegado.

Onde conseguir ajuda?

Especialistas em saúde mental reforçam a necessidade de busca por ajuda em momentos difíceis, já que todos nós estamos sujeitos a enfrentar questões que nos atordoam e causam sofrimento. Por isso, a mensagem é: você não está sozinho (a).

Ligações para o CVV (Centro de Valorização da Vida) são gratuitas em todo o país. Por meio do telefone 188, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou que correm risco de cometer suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.

Além do CVV, também existem no Brasil os Caps (Centros de Atenção Psicossocial). Trata-se de um serviço aberto constituído por uma equipe multiprofissional, que atua interdisciplinarmente no atendimento a pessoas com sofrimento ou transtorno mental.

Editado por: Giovanna Fávero

Vitor Fernandes

Sub-editor, no BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018, 2019, 2020 e 2022), Sindibel (2019), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).
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Email: [email protected]

Sub-editor, no BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018, 2019, 2020 e 2022), Sindibel (2019), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).
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