A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) suspendeu as aulas presenciais de graduação e pós-graduação no campus Juiz de Fora até sexta-feira (27). A medida também vale para o Colégio de Aplicação João XXIII. Segundo comunicado, a decisão foi tomada em razão das fortes chuvas que atingem a cidade e do decreto de estado de calamidade pública publicado pela prefeitura de Juiz de Fora.
As unidades acadêmicas e administrativas tiveram suas atividades presenciais suspensas até terça-feira (24). Em reunião realizada pela Administração Superior, foi informado que servidores técnico-administrativos, docentes e trabalhadores terceirizados — exceto os vinculados a serviços essenciais — estão dispensados das atividades presenciais até 27 de fevereiro de 2026.
A manutenção da medida será avaliada diariamente.
A decisão considera alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indicam previsão de continuidade de chuvas intensas, com risco à mobilidade urbana e à segurança da população.
Chuvas em Juiz de Fora
“Nós esperamos mais chuvas e, por isso, é razoável imaginar que teremos novos eventos críticos”, disse a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), em razão dos desastres provocados pelo temporal que atingiu a cidade na noite dessa segunda-feira (23). Além de desabamentos e alagamentos, já foram registradas 30 mortes, enquanto 31 pessoas seguem desaparecidas. O município está em estado de calamidade pública.
Segundo a Defesa Civil de Juiz de Fora, este é o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados.
Durante o temporal, o Rio Paraibuna e córregos transbordaram, alagando ruas. Foram registrados desabamentos de imóveis e deslizamentos de terra, com pessoas soterradas.
Estado de atenção
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que os temporais são resultado de um cavado atmosférico e, por isso, as precipitações devem continuar no estado.
“Nós esperamos mais chuvas e, por isso, é razoável imaginar que teremos novos eventos críticos”, disse a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT).
Segundo a Defesa Civil de Juiz de Fora, este é o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados. Ao todo, 13 vítimas foram resgatadas e levadas ao pronto-socorro, enquanto 440 pessoas estão desabrigadas.
Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (24), a prefeita Margarida Salomão recomendou que moradores que estejam em áreas classificadas pela Defesa Civil como vulneráveis, com nível quatro de risco, deixem suas casas. “Procura a gente. Venha para os nossos lugares que iremos acolher, porque, certamente, você estará a salvo. E a segunda é: se você está em um local sem risco, evite sair de casa. As ruas podem ter alagamentos e deslizamentos”, disse.
Durante o temporal, o Rio Paraibuna e córregos transbordaram, alagando ruas. Foram registrados desabamentos de imóveis e deslizamentos de terra, com pessoas soterradas.
Mais chuvas
As chuvas devem continuar em Minas Gerais até a próxima sexta-feira (27), sobretudo nas regiões da Zona da Mata e Vale do Rio Doce, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Segundo o meteorologista do Inmet, Lizandro Gemiacki, ao longo da semana Minas Gerais está sob a atuação de uma área de instabilidade associada a um cavado atmosférico.
“É uma região de baixa pressão que atua em diferentes pontos do Sudeste, favorecendo a ocorrência de chuva, tanto aquelas contínuas por algumas horas seguidas quanto pancadas mais intensas no fim da tarde e à noite. Além disso, podem vir acompanhadas de rajadas de vento e trovões”, explicou em entrevista ao BHAZ.
Embora ocorram chuvas em todo o estado, Lizandro ponderou que os maiores acumulados devem ocorrer, principalmente, na Zona da Mata e Vale do Rio Doce. “Estamos com aviso vermelho para essas regiões, pois podem ter acumulados acima de 100 mm em 24h. Então, até sexta, a perspectiva é de grandes volumes de precipitação”, disse o meteorologista.
Chuvas na Zona da Mata
O forte temporal que atingiu cidades da Zona da Mata mineira soterrou casas, arrastou carros, provocou alagamentos e deixou um rastro de destruição. Em Ubá, um prédio chegou a desabar na região central do município. Segundo relatos enviados ao BHAZ, a situação é considerada caótica, com pedidos de botes para resgate de pessoas ilhadas e informações sobre desaparecidos.
Um dos casos registrados ocorreu em Juiz de Fora, onde uma mãe foi resgatada na manhã desta terça-feira (24) após um deslizamento atingir o bairro Paineiras. O salvamento aconteceu em meio às enchentes que atingem a cidade desde a noite de segunda-feira (23). No imóvel, estavam cinco pessoas: três adultos e duas crianças.
Outro caso foi registrado em Ubá, onde um asilo de idosos foi invadido por uma enxurrada durante a chuva histórica que atinge a região. Segundo as autoridades, trata-se do Lar João Freitas, localizado na área central da cidade. Imagens mostram idosos sendo amparados sobre as camas em meio à água que invadiu o local.
Veja a nota na íntegra abaixo:
A UFJF também manifestou pesar pelas vidas perdidas em decorrência das chuvas e se solidarizou com familiares e com a população do município. Novas informações serão divulgadas pelos canais oficiais da instituição.
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) informa que, em razão das fortes chuvas que atingem o município e do decreto de estado de calamidade pública publicado pela Prefeitura de Juiz de Fora, estão suspensas as aulas presenciais de graduação e pós-graduação no campus Juiz de Fora, bem como as atividades do Colégio de Aplicação João XXIII, até sexta-feira (27/02).
As unidades acadêmicas e administrativas também terão suas atividades presenciais suspensas nesta terça-feira, dia 24, sendo mantidos apenas serviços essenciais. Em reunião da Administração Superior hoje pela manhã, informamos que os servidores (TAEs e docentes) e terceirizados (exceto os de serviços essenciais neste momento) ficarão dispensados de suas atividades até dia 27 de fevereiro de 2026, acompanhando o estado de calamidade da cidade. A Administração Superior avaliará, dia a dia, a manutenção dessa liberação.
A decisão considera os alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indicam previsão de continuidade de chuvas intensas, com risco à mobilidade urbana e à segurança da população.
A medida visa preservar a segurança da comunidade acadêmica. A Prograd e a Propp encaminharão orientações sobre reposição e compensação das atividades.
A UFJF manifesta profundo pesar pelas vidas perdidas e se solidariza com familiares, amigos e toda a população de Juiz de Fora neste momento de dor.
Novas informações serão divulgadas pelos canais oficiais.










