Vale aumenta nível de emergência de barragem em Ouro Preto e inicia protocolo em Rio Piracicaba

Barragem Vale
Barragem tem volume de 640 mil metros cúbicos (Divulgação/Vale)

A Vale elevou o nível de emergência de uma barragem na mina de Fábrica, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. O comunicado é dessa quinta-feira (13), no mesmo dia em que um deslizamento de terra soterrou um casarão histórico na cidade.

A empresa de mineração informou, por meio de nota, que o protocolo de emergência em Ouro Preto foi elevado temporariamente para o nível dois. A medida foi tomada na barragem Área IX, após alterações na pressão da água em uma parte da estrutura. A Vale explica que a variação está associada “às fortes chuvas que atingiram a região, situação que demanda estudos e ações corretivas, já iniciados pela companhia.”

Segundo a empresa, a barragem está desativada e tem o volume atual de cerca de 640 mil metros cúbicos. “A estrutura encontrava-se com protocolo de emergência em nível 1 desde junho de 2020, iniciado em caráter preventivo, com estudos para o detalhamento de suas características e condições de segurança. A Vale informa que não há ocupação permanente de pessoas e não se faz necessária nenhuma evacuação adicional”, detalha a nota.

A Vale afirma que o novo nível de emergência foi informado aos órgãos competentes e ao Ministério Público de Minas Gerais. “As estruturas seguem monitoradas pelas equipes especializadas da Vale e pelos respectivos Engenheiros de Registro. A Vale permanece com a gestão e o monitoramento contínuo de suas barragens e estruturas geotécnicas”, garante.

Protocolo em Rio Piracicaba

Outro protocolo de emergência foi iniciado pela Vale em Rio Piracicaba, município mineiro na região de Ipatinga. Ainda no nível 1, a medida foi tomada após erosão em parte da estrutura do dique Elefante, na mina Água Limpa, também associada às fortes chuvas. “O dique Elefante serve para contenção de sedimentos e está em processo de descaracterização. Sua construção deu-se pelo método de etapa única e seu volume de sedimentos atual é de cerca de 200 mil metros cúbicos”, detalha a empresa.

Segundo a empresa, não houve comprometimento na estabilidade global do dique e não há “ocupação permanente de pessoas na Zona de Autossalvamento correspondente”. A Zona de Autossalvamento corresponde à região imediatamente à jusante da barragem, que seria mais diretamente atingida em caso de rompimento.

Edição: Roberth Costa
Guilherme Gurgelguilherme.gurgel@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco nas editorias de Cidades e Variedades no BHAZ.

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