O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), levantou críticas ao sistema Jurídico brasileiro ao cobrar o que ele chamou de “mais liberdade” para as Forças de Segurança. As declarações foram feitas durante evento da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (17), na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
O político fez as cobranças após apontar avanços no combate à violência contra mulheres em Minas Gerais. “Tudo isso poderia melhorar mais se a gente tivesse no Brasil um sistema Jurídico que pune mais exemplarmente. Ainda temos, em diversos tipos de delitos, aquela questão do prende e solta, prende e solta, prende e solta. O que é uma grande frustração para as nossas forças de Segurança. Uma frustração enorme”, iniciou.
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Sem detalhar se trata-se de um caso real, Zema exemplificou o que seria uma problema para ele. “Aqui em Minas Gerais nós temos hoje na rua uma pessoa que roubou ou furtou mais de 70 celulares. Com certeza hoje ou amanhã vai ser mais um. Ele vai ser detido e liberado. Esse sistema na minha opinião é um sistema que educa infratores para a infração e não para a punição que seria necessária”, disparou.
Segundo o chefe do Executivo mineiro, o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), associação que reúne os governadores das duas regiões, tenta em Brasília mudanças no sistema.
“Temos convicção que isto é uma mudança extremamente necessária. Darmos mais liberdade para as Forças de Segurança atuarem. Hoje, o policial civil ou militar tem receio de abordar alguém. Se esse alguém tem características X, amanhã ele vai ser taxado de ‘Xfóbico’. Se esse alguém tem uma característica Y, ele vai ser ‘Yfóbico’. Daqui a pouco não vamos poder abordar mais ninguém porque criou-se essa situação. Se um país quer ser seguro, precisa ter uma Força de Segurança em quem se confia e em quem você prevê uma atuação e não ficar enxugando gelo como nós temos feito”, concluiu.
Nova sede do Defam
As declarações foram feitas na inauguração da nova sede do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam), na rua Rio Grande do Sul, 661, no barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
A unidade é destinada ao atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica, idosos, pessoas com deficiência e vítimas de intolerância.
Autoridades e membros da Polícia Civil acompanharam o evento. Dentre eles, a chefe da instituição, a delegada Letícia Gamboge.











