A Prefeitura de Belo Horizonte publicou o edital que vai reunir as propostas de empresas interessadas em manter e melhorar o projeto do “Capivarã”, o passeio de barco da Lagoa da Pampulha. O certame foi publicado no sábado (27), no Diário Oficial do Município. Um pregão eletrônico está marcado para a manhã do dia 14 de julho, por meio do Portal de Compras do Governo Federal. A PBH avalia como positivo o resultado do serviço oferecido na Pampulha nos últimos seis meses.
Em entrevista exclusiva ao BHAZ, o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel já havia adiantado que o novo serviço seria mais completo, trazendo mais conforto aos usuários e uma experiência mais ampla, com uma estrutura de recepção, venda e gestão de ingressos, equipes de atendimento, de experiência de conteúdo turístico durante o trajeto e possibilidade de embarque e desembarque em mais de um ponto da lagoa.
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“Nossa intenção é soltar um novo instrumento jurídico em que a gente vai buscar um serviço turístico na Lagoa. Ele deixa de ser um teste e passa a ser um projeto contínuo, anual, com previsão de doze meses, por exemplo”, explicou Cruvinel em entrevista.
O projeto piloto deve se encerrar no começo de julho, pouco antes do edital publicado agora reunir as novas propostas de gestão do serviço. Durante seis meses, a PBH avaliou aspectos como navegabilidade, impactos ambientais, uso pela população e viabilidade operacional.
Apesar da publicação do edital para a contratação de uma empresa que será responsável pelo serviço, o novo modelo ainda contará com subsídio da Prefeitura. A intenção é que ele se torne um produto turístico em um dos pontos mais conhecidos da cidade.
‘Capivarã’ foi bem avaliado, diz Belotur
Os usuários do Capivarã, na Pampulha, avaliaram a experiência como muito positiva e deram notas de satisfação de até 9,9. O índice foi informado por Cruvinel, que também comentou sobre as críticas que a iniciativa sofreu desde que foi implementada, em dezembro de 2025. Para ele, a experiência demonstra que Belo Horizonte pode oferecer atrações semelhantes às encontradas em outros grandes centros urbanos.
“A gente prova e mostra que é possível. Toda cidade tem passeios como esse e por que Belo Horizonte não pode ter? Somos questionados constantemente da cidade evoluir, modernizar, seguir no tempo, apropriem e passem a fazer mais atividades na cidade”, conta.
Cruvinel acredita que a navegação proporciona uma perspectiva inédita dos cartões-postais da Pampulha, permitindo a observação de atrações como a Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha e o conjunto arquitetônico reconhecido pela UNESCO.








