Três pessoas foram presas durante a Operação Nêmesis, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta quinta-feira (3), que mira a “asfixia financeira” de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas “gourmet” e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais e outros três estados.
Ao todo, duas pessoas foram presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e outra pessoa foi presa em Ipatinga, no Vale do Aço. Segundo o delegado Sérgio Belizário, da Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico (DECNA/DENARC), o material será usado para avançar na investigação financeira do grupo. “O objetivo da operação era o sequestro financeiro da organização criminosa”, explicou o delegado.
A investigação aponta que o grupo comercializava as chamadas “drogas gourmet”. O termo é usado para se referir a drogas mais caras, comercializadas para um público com maior poder aquisitivo, englobando substâncias como skank, haxixe, ecstasy, e outras.
Ao todo, a operação mobilizou mais de 150 policiais e teve ações em Belo Horizonte, Contagem, Lagoa Santa, Ipatinga e Esmeraldas, em Minas; Foz do Iguaçu, no Paraná; Rio Branco, no Acre; além de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Durante as buscas, os policiais apreenderam documentos, contratos de compra e venda de imóveis, contratos empresariais, aparelhos celulares, porções de drogas e uma pistola calibre 9 mm.
Todo o material apreendido será analisado pelos investigadores. A partir dos documentos e aparelhos recolhidos, a Polícia Civil pretende avançar no rastreamento do dinheiro e dos bens relacionados ao grupo. Ainda de acordo com o delegado, a próxima etapa da investigação será justamente o avanço das medidas para atingir o patrimônio da organização.








