A construção de uma passagem subterrânea na LM-800, próxima ao Aeroporto de Confins, na Grande BH, reduziu em 83% os atropelamentos de animais silvestres na região nos dois primeiros anos de acompanhamento. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (5), dia Mundial do Meio Ambiente, pela concessionária BH Airport, responsável pela estrutura. Veja imagens abaixo dos animais que já foram flagrados.
Denominada “Passagem de Fauna”, o trajeto tem aproximadamente 60 metros de comprimento, com 2 metros de altura. Segundo a BH Airport, a estrutura é responsável por conectar fragmentos de floresta, criando um corredor ecológico e permitindo que os animais transitem sem interferência de veículos.
Desde 2023, o BH Airport monitora o percurso com armadilhas fotográficas, registrando 16 espécies utilizando a travessia subterrânea. Entre os animais estão tamanduá-mirim, veado-catingueiro, irara, ouriço-cacheiro, quati, jaguatirica, cachorro-do-mato, furão, tatu, gambás, capivara, tapiti, morcego e paca, incluindo exemplares classificados como ameaçados ou vulneráveis à extinção.
Veja algumas espécies captadas pelas armadilhas fotográficas:
O aeroporto está inserido na Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa (APA Carste), região de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica. O local compreende mais de 310 de Reserva Legal, cerca de 790 hectares de remanescentes de vegetação nativa e mais de 97 hectares de Áreas de Preservação Permanente.
Águia-chilena é encontrada no Aeroporto de Confins
O BH Airport também divulgou nesta sexta-feira (5), como parte das conscientizações do Dia Mundial do Meio Ambiente, que encontrou uma Águia-chilena no sítio aeroportuário de Confins. Com envergadura superior a 1,5 m, a ave passou por avaliação e, agora, está em monitoramento por GPS.
O animal foi encontrado durante ações permanentes de monitoramento realizadas pela empresa Linha Ambiental, responsável pelo manejo de fauna no aeroporto. A águia fez exames clínicos e biológicos, com verificação de peso, condição corporal, características morfológicas e estado geral de saúde. Depois, a ave recebeu um GPS, sendo devolvida para uma área adequada.
De acordo com a concessionária, o monitoramento é uma importante ferramenta para adquirir conhecimento científico sobre a espécie, como uso de habitat, padrões de movimentação, áreas de alimentação e comportamento espacial.
Além disso, segundo o gestor de Infraestrutura e Meio Ambiente do BH Airport, Emerson Chaves, o acompanhamento é essencial para reduzir riscos de acidentes com aves. “A tecnologia nos permite acompanhar a espécie com mais precisão e orientar decisões que também contribuem para a segurança operacional, reduzindo riscos de interação entre aves e aeronaves”, explicou.












