No dia seguinte à definição de que Marcelo Aro (PP) não será candidato ao governo de Minas Gerais, o atual governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) botou ‘panos quentes’ nas rusga entre os dois e disse que “quem tem inimigo é país”.
Na abertura da Expocachaça, o governador foi questionado sobre como ficaria a situação entre ele e Aro após os atritos que tiveram quando Aro sinalizou que poderia ser candidato ao governo de Minas, ocupando espaço aberto pelo Republicanos após veto à candidatura do líder das pesquisas, o senador Cleitinho Azevedo (veja vídeo abaixo).
“Na política, temos essas situações em que dentro da mesma agremiação política ou do mesmo grupo político, convivem pessoas que estão defendendo projetos diferentes. O mais importante é que eu e o ex-secretário não estamos mais em chapas opostas. Tenho absolutamente nada contra a candidatura dele. Espero que ele siga com tranquilidade. Foi um bom secretário. Entregou aquilo que a gente esperava. Da minha parte, é olhar para frente. Quem tem inimigo é país”, afirmou Simões.
Em outro momento da entrevista, Simões reforçou que o assunto deve ser dado como encerrado. “Não guardo nenhuma mágoa em relação a isso. O assunto está terminado. Olhar pra frente em direção à eleição”, acrescentou.
Nessa quarta-feira, data-limite para a convenção dos partidos, a federação PP-União Brasil decidiu compor a chapa encabeçada por Mateus Simões na disputa pelo Palácio da Liberdade. O vice-candidato ao governo foi indicado pelos partidos. Danilo de Castro, ex-secretário de Aécio Neves, é filiado ao União Brasil.
Além disso, a chapa terá três nomes indicados na disputa pelo Senado: Marcelo Aro (PP), Carlos Viana (PSD) e Superman (Novo).
A indicação de Vianna é o principal motivo de divergência entre Aro e Simões. O ex-secretário do governo Zema criticou abertamente o atual governador pelo convite a Viana para ser candidato a novo mandato no Senado Federal.
O partido Novo abriu mão de indicar o vice, combinação inicial de Simões com Zema, quando o governador deixou o cargo para concorrer à Presidência da República.
“Toda a bancada estadual e federal do União e do PP queria permanecer com o projeto do governo, que é um projeto que eles já conhecem. É por isso que isso acabou se conformando, e a gente voltou para uma chapa com os mesmos partidos que a gente tinha no começo”, afirmou Mateus Simões.







