Moro alfineta Lula e Alckmin após jantar e recebe críticas

Lula e Alckmin comparecem a evento em São Paulo
Ex-presidente Lula discursou sobre a candidatura de 2022 (Ricardo Stuckert/Divulgação/Lula)

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (Podemos) ironizou, por meio das redes sociais, um recente encontro entre o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido). Na noite de domingo (19), os dois compareceram a um jantar em São Paulo, promovido pelo grupo de advogados e juristas Prerrogativas.

“Impressão minha ou ontem assistimos a um jantar comemorativo da impunidade da grande corrupção?”, disparou o candidato à presidência da República no Twitter.

Com a repercussão, alguns internautas desprovaram a “alfinetada”. Apoiadores de Lula saíram em defesa do ex-presidente e do ex-governador, rebatendo a crítica de Moro e apontando irregularidades na atuação dele como juiz.

“Não, assistimos a um jantar de um grupo de advogados que defende a democracia, o estado de direito e uma justiça justa e imparcial. E nesse grupo, por sinal, estão os advogados que expuseram sua parcialidade e suspeição. Você foi desmascarado, Sergio, aceita, a justiça venceu”, respondeu o advogado Augusto Botelho.

“Impunidade é você continuar solto depois de tudo o que fez. Juiz ladrão!”, disparou Padre João, deputado federal pelo PT.

Aliança entre Lula e Alckmin

Atualmente sem partido, Alckmin admitiu a possibilidade de integrar a chapa de Lula como vice, nas eleições presidenciais do ano que vem. Dentre as opções, existe a chance de se filiar ao PSD, mas o mais provável é que migre para o PSB com o apoio de Fernando Haddad (PT) e Marcio França (PSB), que também compareceram ao jantar.

No evento da noite de ontem (19), Lula discorreu sobre os planos para 2022 na presença de outras personalidade políticas. O petista afirmou que ainda não definiu sua candidatura, porque está com “muito juízo” e que sabe de sua responsabilidade quando isso finalmente acontecer.

Lula disse, ainda, que o ex-governador deve se filiar a um partido político. “Quem vai dizer se a gente pode se juntar ou não é o meu partido e o dele”, acrescentou o ex-presidente.

Por fim, o petista admitiu que a tarefa de recuperar o Brasil não é de uma pessoa sozinha, não importa se no passado “trocaram ‘botinadas'”.

Edição: Roberth Costa
Nicole Vasquesnicole.vasques@bhaz.com.br

Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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