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Professores e servidores entram em greve em Belo Horizonte a partir desta segunda-feira

27/04/2026 às 18h14
(Divulgação/Sind REDE-BH)

Professores e trabalhadores administrativos da rede municipal de educação de Belo Horizonte iniciaram, nesta segunda-feira (27), uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada em assembleia realizada no Hotel Dayrell, no centro da capital, e tem como foco a reivindicação por melhores condições de trabalho e valorização profissional.

De acordo com o sindicato que representa os servidores, o movimento é motivado por uma série de problemas enfrentados nas escolas, como falta de profissionais, sobrecarga de trabalho e precarização da estrutura de ensino.

Ao BHAZ, a professora e diretora do Sindi-Rede, Carol Pascoalini, disse que a principal reivindicação é sobre o índice de reajuste, já que a proposta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) se limita à recomposição da inflação. “O governo antecipou que o índice é a recomposição da inflação de maio a abril deste ano, só que a inflação desse período é inferior ao índice de reajuste do piso nacional da educação”, explicou.

Além da questão financeira, o sindicato denuncia a ausência de diálogo e de uma mesa de negociação específica com a Secretaria Municipal de Educação (SMED). Segundo a diretora, embora tenham ocorrido reuniões com a Secretaria de Planejamento, as pautas exclusivas da educação seguem travadas. “A Secretaria se fez presente, porém o tempo todo a fala é: questões específicas da educação serão tratadas em uma reunião específica… E essa reunião até hoje não aconteceu”.

Outra demanda importante da classe é a chamada “terceirização” de serviços considerados essenciais como o Atendimento Educacional Especializado para crianças de inclusão. “Tem um risco aí à autonomia pedagógica dentro das escolas a partir dessa privatização. E temos também a possibilidade de substituição dos professores da educação infantil por outros profissionais, não professores”, alertou.

A categoria também relata problemas estruturais graves nas unidades de ensino, como falta de verba, escassez de materiais didáticos e um déficit no quadro de profissionais que a SMED não estaria divulgando com transparência. Estima-se que a rede conte com mais de 15 mil professores, mas o número exato de cargos faltosos ainda é incerto.

Calendário de Mobilização

  • Terça-feira: Mobilização nas escolas
  • Quarta-feira: Ato na porta da SMED para pressionar por negociação
  • Quinta-feira: Novas mobilizações nas escolas
  • Sexta-feira (1º de maio): Participação no ato do Dia do Trabalhador
  • Segunda-feira: Mobilização na Câmara Municipal de BH acompanhando a CPI da Educação

Uma nova assembleia está marcada para a próxima sexta-feira, às 14h, na Praça da Estação, onde a categoria avaliará os rumos do movimento e a continuidade da paralisação.

Asafe Alcântara

Coordenador de mídias digitais e repórter, no BHAZ, desde setembro de 2021. Atualmente concilia como repórter na Record TV Minas. Jornalista graduado pelo UNI-BH, com experiência em redações de veículos de comunicação, como RedeTV! BH, TV Band Minas, TV Alterosa, TV Anhanguera (afiliada Globo GO), TV Justiça e CNN Brasil.
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