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Acusado de matar gari, Renê Júnior tem novo habeas corpus negado pela Justiça

18/06/2026 às 18h42
Habeas Corpus Renê Júnior
Audiência de custódia ocorreu na manhã da última quarta-feira (13) (Reprodução/Redes Sociais)

Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, teve mais um pedido de habeas corpus negado pela Justiça. Em uma nova decisão, na tarde desta quinta-feira (18), a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a prisão de Renê, após o pedido de liberdade apresentado pela defesa.

O habeas corpus de Renê já havia sido rejeitado em fevereiro de 2026, mas a defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou o julgamento anterior apenas para garantir o direito à sustentação oral durante a sessão. Após a nova análise do caso, os desembargadores voltaram a negar o pedido.

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Em abril deste ano, quando o pedido também foi negado, a defesa de Renê usou como argumento o “evidente constrangimento ilegal decorrente da ausência de fundamentação da decisão e da manutenção da prisão preventiva com ausência dos requisitos do art. 312 do CPP”. O artigo 312 é o que regulamenta a prisão preventiva no Brasil.

Relembre o caso 

O homicídio de Laudemir Laudemir de Souza Fernandes aconteceu na manhã de 11 de agosto deste ano, na rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. A investigação mostrou que ele estava trabalhando, em um caminhão de coleta de lixo, que estava parado durante o recolhimento de resíduos, quando o gestor comercial Renê Junior, que conduzia um BYD cinza, exigiu a liberação da via para seguir viagem. O pedido evoluiu rapidamente para uma discussão.

Irritado com a situação, Renê sacou uma arma e ameaçou a motorista do caminhão. Os garis tentaram conter os ânimos e pediram que ele se acalmasse. Em seguida, Renê desceu do carro e efetuou disparos contra os trabalhadores. Um dos tiros atingiu Laudemir, que não participava da discussão. “Depois disso, ele entrou no carro e foi embora. Não prestou socorro, nem olhou para trás. Simplesmente seguiu o caminho dele”, contou ao BHAZ a motorista do caminhão, Eledias Aparecida, na época do crime.

O suspeito foi preso poucas horas após o crime, enquanto treinava em uma academia localizada no bairro Estoril, também na região Oeste da capital.

Renê Junior é casado com a delegada Ana Paula Balbino, da Polícia Civil de Minas Gerais. A arma utilizada no crime estava registrada em nome da policial e era de uso pessoal dela. Desde o fato, ela segue afastada do cargo, na PC.

Em depoimento, Renê afirmou que pegou a pistola sem autorização da esposa e sustentou que ela não tinha conhecimento do homicídio.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

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