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‘Silêncio Mata’: 87% das vítimas de feminicídio em MG não tinham medida protetiva

31/03/2026 às 15h53 - Atualizado em 31/03/2026 às 16h37
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Operação Amparo foi deflagrada nesta terça-feira (31) (Reprodução/PCMG)

A maioria das mulheres vítimas de feminicídio em Minas Gerais (87%) não tinha medida protetiva de urgência no momento do crime. O dado foi destacado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) durante coletiva realizada nesta terça-feira (31), ao apresentar o balanço das ações desenvolvidas ao longo de março, mês marcado por campanhas de conscientização sobre a violência de gênero.

Segundo a corporação, apesar do número expressivo de solicitações só neste mês foram requeridas 1.899 medidas protetivas muitas vítimas ainda não chegam a acionar o sistema de proteção. “Nosso objetivo é resguardar essas mulheres e reforçar que o silêncio mata”, reforçou a delegada Letícia Gamboge durante a apresentação, ao destacar a importância da denúncia como ferramenta fundamental para prevenir casos mais graves.

Ao longo de março foram promovidas 160 ações educativas, entre palestras e campanhas. Além disso, foram atendidas 3.154 mulheres em situação de violência nas 69 delegacias especializadas do estado. No mesmo período, foram registradas 659 prisões em flagrante e cumpridos 112 mandados de prisão preventiva até o dia 30. Com o início da terceira fase da Operação Amparo nesta terça-feira (31), a expectativa é alcançar 214 mandados cumpridos no mês.

A operação, que tem como foco o enfrentamento à violência doméstica, já resultou, até o momento, na prisão de 41 suspeitos e na apreensão de 10 armas de fogo, incluindo armamentos de grosso calibre, em Belo Horizonte e no interior. Também foram cumpridos 143 mandados de busca e apreensão e realizadas mais de 220 visitas tranquilizadoras a vítimas.

A Polícia Civil destacou ainda a ampliação da estrutura de atendimento, com a implantação de núcleos especializados e Salas Lilases em delegacias de plantão, além do funcionamento 24 horas do Departamento Estadual de Proteção à Família (Defan), na capital. A Casa da Mulher Mineira, em Belo Horizonte, também foi citada como referência no acolhimento, completando quatro anos de funcionamento.

Entre as iniciativas, a instituição ressaltou o programa “PCMG por Elas”, que reúne políticas públicas voltadas à proteção de mulheres e meninas, e o Projeto Dialogar, que atua na reeducação de agressores para reduzir a reincidência. A corporação também lançou um curso online gratuito voltado à população, com orientações sobre direitos e formas de denúncia.

Raul Costa

Graduando em Jornalismo pela UFMG e estagiário no BHAZ. Gosto jornalismo cultural, cultura pop e tudo que envolve contar boas histórias.

Raul Costa

Email: [email protected]

Estagiário do BHAZ

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