A dona das marcas Omo e Cif, a Unilever, já havia identificado indícios de contaminação em produtos da Ypê antes mesmo da operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou o recolhimento de produtos da marca, na última quinta-feira (07). A informação divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo BHAZ, disse que a empresa realizou testes técnicos rotineiros não apenas em seus próprios produtos, mas também em itens de concorrentes, e que notificou as autoridades com os resultados encontrados.
Em nota, a Unilever afirmou que “realiza rotineiramente testes técnicos em seus produtos e eventualmente nas demais marcas do mercado. Esta é uma prática comum entre as indústrias do setor. A depender dos resultados destes testes, em respeito ao consumidor, as autoridades competentes são notificadas”.
A determinação da Anvisa de suspender a fabricação, comercialização e distribuição de produtos das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela Ypê em Amparo, no interior de São Paulo, é da semana passada. A medida atingiu lotes com numeração final 1 e foi tomada após inspeções sanitárias identificarem falhas consideradas graves nos processos de controle de qualidade e garantia sanitária.
Segundo a Anvisa, foram constatados “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”, o que poderia resultar em contaminação microbiológica dos produtos. Entre os problemas apontados estão falhas nos sistemas de produção e controle de qualidade.
A suspeita de contaminação envolve a bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos principalmente para pessoas imunossuprimidas, idosos e crianças. A própria Ypê já havia realizado um recall voluntário de alguns lotes em novembro de 2025, meses antes da operação mais ampla conduzida pela Anvisa.
A empresa brasileira contesta a decisão da agência reguladora e afirma possuir “fundamentação científica robusta” para comprovar a segurança dos produtos. Em comunicado divulgado após a operação, a companhia declarou manter diálogo com a Anvisa e disse confiar na reversão da medida.












