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Laís, do BBB 22, gera revolta após Globo expor autoria de recado transfóbico para Linn da Quebrada

23/01/2022 às 13h16
lais bbb 22
Médica foi responsável por mensagem anônima para Linn (Reprodução/TV Globo)

A médica Laís Caldas, integrante da “pipoca” do BBB 22 tem gerado revolta nas redes sociais desde a noite de ontem (22), após a Globo revelar que partiu dela uma mensagem anônima tratando Linn da Quebrada de forma incorreta. Após a repercussão de mais um episódio lamentável de transfobia no reality, vários espectadores criticaram o episódio e cobraram uma ação do programa. As equipes de Linn e Laís também se posicionaram.

Tudo começou quando Linn da Quebrada recebeu, por meio da nova plataforma de mensagens anônimas do reality, um torpedo questionando seu status de relacionamento. O problema é que a mensagem tratava a artista por pronomes masculinos, com os quais ela não se identifica – conforme já havia dito durante o confinamento.

A mensagem foi divulgada no início desse sábado e rendeu centenas de críticas, com os fãs do programa revoltados por Lina Pereira ter sido, mais uma vez, tratada de forma errada. Foi apenas durante a edição dessa noite do BBB 22 que a autoria do torpedo foi revelada: ele partiu de Laís.

Linn questiona autoria

Ainda durante a edição dessa noite, o programa mostrou o momento em que Linn percebe o uso do pronome incorreto e procura saber de quem partiu a mensagem. Vários brothers negaram a autoria e Laís, que estava no mesmo cômodo, não se manifestou.

A edição do programa ainda deu a entender que o uso do pronome masculino teria sido uma brincadeira, em referência a uma pergunta feita pela própria Linn durante uma dinâmica no início do confinamento. Mesmo assim, o argumento não convenceu muito e não demorou para o nome da médica ficar entre os assuntos mais comentados das redes sociais.

Nas publicações, algumas pessoas saíram em defesa de Laís, enquanto várias outras criticaram a atitude da médica. Os internautas cobraram ainda uma ação enfática da produção do programa, que, além de exibir a mensagem, não se manifestou sobre a carga de preconceito do caso.

“A galera fazendo malabarismo pra defender a Laís, ela deveria ter usado aspas, deveria ter se pronunciado quando teve a chance. Linn chegou a perguntar quem foi. Ela não é burra, viu que fez a merda e ficou calada”, comentou uma espectadora.

Equipe de Laís se manifesta

Após a repercussão do caso, a equipe responsável por administrar as redes sociais de Laís no BBB 22 se manifestou. “Queremos pedir desculpas, em nome da Laís, pela colocação errada da mesma ao se dirigir a Linn da Quebrada. Sabemos que o certo seria perguntar ‘Você está solteira?'”, diz trecho do comunicado.

A equipe de Laís afirma ainda que “esse é um assunto sério” e reiterou as desculpas a Linn e “a todos que também se sentiram ofendidos pelo erro cometido”.

‘Não tem segredo’

A equipe de Linn da Quebrada também comentou o episódio e afastou a hipótese de que a frase seria uma repetição de algo dito pela artista. “Na brincadeira, a Linn perguntou se os meninos estavam solteiros. Para as meninas, perguntou se elas estavam solteiras. A equação é simples: se alguém deseja perguntar se a Linn está solteira, deve usar SOLTEIRA. Não tem segredo, gente”, diz a publicação.

Em outro post, a equipe reforçou: “Todas as travestis devem ser tratadas no feminino”. Uma terceira publicação relembra ainda outro episódio transfóbico sofrido por Linn – desta vez com Rodrigo – e a conversa que rolou entre eles em seguida.

Quem é a Linn da Quebrada?

A participação de Lina Pereira – cujo nome artístico é Linn da Quebrada – no BBB 22 tem acendido alertas importantes sobre o tratamento dispensado a travestis e pessoas trans no Brasil. E, para começar a entender a história da artista, é importante compreender sua identidade de gênero.

Ao BHAZ, a historiadora e comunicadora Giovanna Heliodoro explica que a origem do termo travesti está ligada à história da identidade de gênero no Brasil. “Primeiro é preciso dizer que é difícil definir um significado de uma identidade, uma vez que a gente passa por diversas revoluções ao longo da história. É importante conhecer um pouco do contexto do surgimento dessa palavra”, ressalta.

Giovanna reforça que a palavra travesti esteve por muito tempo associada às pessoas que estão à margem. “Esteve ligada à imagem da violência, trabalho sexual, roubo, morte… Então as pessoas têm dificuldade de entender que não é uma palavra pejorativa”, reforça (leia na íntegra aqui).

Giovanna Fávero

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

Giovanna Fávero

Email: [email protected]

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

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