Uma moradora da região do Barreiro, em Belo Horizonte, afirma que teve a garagem e os fundos da casa atingidos por lama e pedras após o rompimento da adutora na avenida Caetano Piriri, na madrugada desta segunda-feira (7). Mara Regina da Silva, de 67 anos, conta que também ficou sem água e ainda não conseguiu limpar o imóvel.
Mara mora no local há 65 anos e é aposentada. Segundo ela, o rompimento aconteceu por volta das 3h30. A força da água teria levado pedras para dentro da garagem e também atingido o fundo da casa.
“Voou pedra, muita água, muita água. E agora nós estamos sem água e com a casa toda suja”, relatou.
Em imagens feitas no local, é possível ver a garagem e parte do imóvel cobertas por terra e lama. Segundo Mara, a limpeza ainda não foi realizada porque a casa está sem abastecimento de água.
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Além dos prejuízos provocados pelo rompimento da adutora, a moradora reclama de problemas antigos no fornecimento de água. Ela afirma que há cerca de quatro meses questiona a Copasa sobre os valores das contas, que, segundo ela, passaram de pouco mais de R$ 100 para R$ 300, R$ 500 e, mais recentemente, cerca de R$ 700.
“Não tem resultado. Entra ar, né? Não é água só, é só ar. Está muito difícil”, afirmou.
O rompimento da adutora na avenida Caetano Piriri, no bairro Milionários, provocou alagamento na avenida Olinto Meireles e afetou o abastecimento de água em 65 bairros das regiões do Barreiro, Oeste e Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo a Copasa, equipes de manutenção foram mobilizadas ainda durante a madrugada e os trabalhos de reparo estão em andamento. A previsão da companhia é concluir o serviço nesta segunda-feira (7), com a normalização do abastecimento ao longo da madrugada de terça-feira (8), caso as condições climáticas permitam.
A companhia informou ainda que, após o reparo, deverá realizar a limpeza de imóveis e vias que tenham sido afetados pelo vazamento.








