Uma socorrista do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad) precisou se arrastar pelo terreno encharcado para resgatar um cachorro ilhado em meio à lama e aos escombros deixados pelas chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A cena aconteceu em uma área considerada de risco, onde o animal estava preso e visivelmente assustado
Segundo a bombeira civil Sabrina Lana, a equipe estava em um abrigo quando uma mulher, retirada de casa por causa do risco geológico, contou que o cão havia ficado para trás. Diante do pedido, os socorristas foram até o endereço indicado e encontraram o cachorro sem conseguir sair sozinho.
Como o acesso estava tomado por barro, a socorrista se arrastou para conseguir alcançá-lo e retirá-lo em segurança. “É uma área muito perigosa, ele está até tremendo”, relatou Sabrina, após o resgate. Veja o vídeo:
O caso faz parte da atuação do Grad nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. Até agora, pelo menos 35 cães, gatos e aves foram resgatados em áreas afetadas. Muitos estavam ilhados, escondidos ou presos em estruturas comprometidas pelas chuvas.
Em publicação nas redes sociais, o grupo destacou que cada vida importa e que cada resgate é uma resposta diante da emergência. Além de retirar os animais de áreas de risco, a equipe também tem promovido reencontros com tutores e encaminhado pets para abrigos que passaram a acolher os bichinhos, garantindo que as famílias possam permanecer juntas mesmo em meio à crise.
Chuva acumulada em Minas Gerais
A tragédia na Zona da Mata já vitimou 54 pessoas. Além dos 48 de Juiz de Fora, seis pessoas morreram em Ubá. O grande volume de chuva não restringe à cidade-polo. Matias Barbosa e Senador Firmino também ficaram debaixo d’água nos últimos dias com o grande volume de chuvas que atingiu a cidade.
Em Belo Horizonte, já choveu 439,8 milímetros, 2,5 vezes mais do que a média histórica da cidade no mês de fevereiro. Segundo registros da Defesa Civil da capital mineira, em BH choveu em 42 dos 57 dias de 2026.








