Na hora de escolher uma instituição financeira para chamar de sua, os jovens da chamada Geração Z, entre 18 e 30 anos, priorizam três fatores:
- a experiência do usuário (quanto mais digital, melhor);
- a confiança na solidez e na segurança da marca; e
- os benefícios oferecidos a eles, especialmente o retorno financeiro.
Os dados são da pesquisa “Panorama da Principalidade Financeira na América Latina”, divulgada este ano por uma grande operadora de cartões de crédito. E foi de olho nesses três pontos que o estudante de Engenharia Gabriel de Abreu Costa, 22 anos, decidiu cuidar do seu dinheiro de um jeito diferente, dentro de uma cooperativa de crédito — instituição financeira que oferece os mesmos produtos e serviços de um banco, com uma diferença muito especial. Além de correntista, você também é dono do negócio e, por isso, tem direito a uma participação nos resultados. Sabe o que isso significa? Todo ano, você recebe uma graninha extra na sua conta corrente. São as chamadas “sobras”, que funcionam como um cashback cooperativista. Mas vamos por partes!
A relação de Gabriel com a cooperativa começou quando ele ainda era menino e ganhou uma conta poupança de presente do pai. Ele não mexia muito nela e, ao completar 18 anos, abriu uma segunda conta em um banco digital. Mas à medida em que usava o serviço, ele passou a comparar os benefícios oferecidos pelas duas instituições e preferiu manter o dinheiro apenas na cooperativa.
“Percebi que além de melhores produtos e serviços, conta sem tarifa, cartão sem anuidade, ainda troco meus pontos do cartão por crédito na fatura”, explica o jovem. Some-se a isso as “sobras” — que funcionam como uma participação nos resultados da cooperativa — que ele recebe pontualmente no final do ano.
Gabriel é um dos 1,2 milhão de brasileiros entre 18 e 30 anos que já têm conta em uma cooperativa de crédito, de acordo com o BureauCoop — plataforma de dados do coop financeiro. Nessas instituições, os jovens encontram tudo o que precisam, inclusive atendimento digital por meio de aplicativos modernos e repletos de funcionalidades.
“Para os jovens, a tecnologia é mais fácil e intuitiva de ser usada. Eles acham mais rápido e seguro”, afirma a especialista em finanças da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Merula Borges.
AGILIDADE E INOVAÇÃO
De olho nas novas gerações, as coops financeiras vêm desenvolvendo apps que colecionam prêmios no mercado de tecnologia por sua facilidade de uso e inovação. O Super App Sicoob, por exemplo, foi reconhecido no ranking “Cases Mais Ágeis do Brasil” de 2025, evidenciando a agilidade e a inovação da solução. Gabriel é usuário da ferramenta e garante: nele é possível fazer todas as transações do dia a dia de forma rápida e segura. A lista de funções inclui investimentos, seguros, crédito, cartões e muito mais.
“Faço meus investimentos e tenho um plano de quotas de capital que invisto todo mês. O aplicativo é intuitivo e bastante amigável, fácil de usar, e bem mais completo que o dos bancos digitais”, reforça.
A segurança dos transações também é prioridade para o coop financeiro, que lança mão das mais modernas tecnologias para manter os recursos de seus cooperados longe de golpes e fraudes. Isso inclui a autenticação biométrica, criptografia avançada e notificações em tempo real.
“Além disso, aliamos tecnologia a atendimento humanizado. As soluções estão em constante modernização, com foco na experiência do usuário, garantindo ao jovem cooperado uma jornada digital tão fluida e eficiente quanto a oferecida pelas fintechs mais populares do mercado”, afirma o presidente do Sicoob Centro-Oeste, Márcio Villefort, localizado em Itaúna (MG).
O investimento em plataformas digitais faz com que 82% das transações financeiras realizadas por essas e outras cooperativas do Sicoob sejam feitas por canais digitais (aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos).
“Temos, inclusive, uma plataforma de investimentos completa para jovens investidores”, acrescenta Villefort. As alternativas incluem poupança, renda fixa, previdência privada e muito mais. “As aplicações contam com valores iniciais acessíveis, ideais para quem está começando a construir sua jornada financeira. A cooperativa também disponibiliza orientação personalizada, ajudando o jovem a planejar seus objetivos de curto, médio e longo prazo com mais segurança”, completa o executivo.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA
Uma outra vantagem das cooperativas financeiras é o compromisso dessas instituições com a educação financeira dos correntistas. O Sicoob, por exemplo, possui o programa Clínicas Financeiras e os cursos do Se Liga Finanças, onde são ofertados suporte e conhecimento financeiro a quem desejar.
“Vamos além da tecnologia: o jovem é constantemente estimulado a aprender, a entender seu perfil de investidor e a tomar decisões com autonomia, promovendo uma relação financeira consciente e duradoura”, afirma Villefort.
Para completar, o cooperativismo financeiro é reconhecido nacional e internacionalmente pela competitividade de seus produtos e serviços. Prova disso é que — de acordo com dados de março do Banco Central — a taxa média de juros dos bancos varia de 44% a 61% ao ano, dependendo do serviço contratado pelo cliente. Já nas cooperativas, esse valor é de 30% ao ano.
Outro estudo, realizado pelo canal My News, mostra que os cooperados gastam 50% a menos em taxas de crédito pessoal e até 55% a menos com juros no cartão de crédito que clientes de bancos comerciais.
Para além das entregas diretas ao correntista, uma preocupação das cooperativas de crédito é apoiar o desenvolvimento social e econômico das comunidades onde atuam. Como elas fazem isso? Investindo nas pessoas e em programas de responsabilidade socioambiental.







