Projeto resgata a trajetória de um patrimônio que atravessou diferentes capítulos da educação, da saúde, da cultura e da vida de Belo Horizonte.
Em um século, milhares de pessoas passaram pelo edifício que hoje abriga o Minascentro. Algumas estudaram ali, outras trabalharam em suas salas e corredores. Houve quem frequentasse o endereço quando ele ainda estava ligado à educação ou à saúde pública e quem, décadas depois, tenha vivido ali um congresso, uma formatura, um espetáculo ou um grande encontro.
Em 2026, quando o edifício completa 100 anos, são justamente essas diferentes histórias que o Minascentro quer ajudar a preservar.
A construção começou em 15 de junho de 1926, em uma Belo Horizonte que ainda consolidava sua identidade como jovem capital. Desde então, o prédio mudou de função, acompanhou transformações da cidade e esteve diretamente ligado a diferentes momentos da vida social mineira.
Ao longo dessa trajetória, o endereço abrigou a Escola de Aperfeiçoamento de Professores, importante experiência de formação educacional associada também ao desenvolvimento da psicologia em Minas Gerais. Mais tarde, passou a sediar a Secretaria de Estado de Saúde e Assistência. Em 1981, iniciouse um novo capítulo com a criação do centro de convenções e, em 15 de março de 1984, o Minascentro foi inaugurado. Após um período fechado para obras, o espaço foi reaberto em 2022 e segue recebendo eventos, congressos, espetáculos e encontros de diferentes gerações.
Essa sucessão de usos ajuda a explicar por que contar os 100 anos do edifício vai muito além de reconstruir a história de uma construção. O prédio acompanhou mudanças na educação, no serviço público, na cultura, no trabalho e nas formas de convivência de Belo Horizonte.
Para reunir esses diferentes capítulos, o Minascentro iniciou um projeto de resgate histórico que pesquisa documentos, registros jornalísticos, acervos institucionais e outras fontes capazes de ampliar o conhecimento sobre o edifício e formar um acervo permanente.
Mas nem toda memória está nos arquivos.
Há acontecimentos que sobreviveram nas lembranças de quem passou pelo prédio, informações que podem estar em coleções particulares e histórias pessoais que ajudam a revelar como aquele espaço foi vivido em diferentes épocas.
“O valor deste centenário está também nas pessoas. Este edifício atravessou gerações, teve diferentes funções e participou da vida de Belo Horizonte de muitas maneiras. Preservar essa trajetória significa reconhecer que patrimônio não é apenas aquilo que permanece fisicamente, mas também as experiências e histórias construídas ao redor dele”, afirma Andréa Guimarães, gestora de Marketing do Minascentro.
É por isso que, neste centenário, o Minascentro também quer encontrar quem tenha uma história para contar.
Antigos alunos, professores, servidores, trabalhadores, artistas, produtores, frequentadores e visitantes que tenham registros ou lembranças relacionados ao edifício podem contribuir com o projeto pelo e-mail [email protected].
As descobertas desse resgate também serão compartilhadas no Instagram @edificio.minascentro, criado para apresentar os diferentes capítulos do centenário e aproximar novas pessoas dessa história.
Mais do que olhar para o passado, a iniciativa busca compreender o lugar que esse edifício ocupou na vida da cidade ao longo de cem anos e preservar essa memória para o futuro.
Afinal, alguns capítulos da história de Belo Horizonte podem não estar guardados em um arquivo. Podem estar na lembrança de quem passou por aqui.
Sobre o Minascentro
Localizado no coração de Belo Horizonte, o Minascentro possui fachada tombada como patrimônio municipal, mais de 23 mil m² de área e ambientes multiuso, modulares e flexíveis, preparados para receber eventos de diferentes formatos e dimensões.
Entre seus principais espaços está o Grande Teatro, com capacidade para 1.590 pessoas, além de auditórios, salas e áreas versáteis que permitem a realização simultânea de diferentes experiências.







