Um bancário de 32 anos confessou à Polícia Civil ter escondido uma minicâmera no mictório do banheiro masculino de uma unidade da Smart Fit, no Setor Bueno, em Goiânia. Aluno da academia, ele disse aos investigadores que fazia as gravações porque “gostava de ver” as imagens.
O homem, que mora no Setor Marista e não teve o nome divulgado, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido na manhã dessa terça-feira (22) pelo 4º Distrito Policial de Goiânia, na ação batizada de Operação Voyeur. Ele foi interrogado, admitiu ter instalado o equipamento e foi liberado.
Faxineiro achou a câmera ao lavar a parede
O equipamento foi encontrado por um funcionário da limpeza da academia enquanto lavava a parede do banheiro. A minicâmera estava escondida no mictório e apontada para quem o usava. No cartão de memória, a polícia encontrou cerca de duas horas de gravações de frequentadores, feitas sem o conhecimento deles.
Para chegar ao suspeito, os investigadores cruzaram os horários em que a câmera esteve em funcionamento com os registros de entrada na academia. Segundo a apuração, ele instalava o aparelho durante o treino e voltava depois para recolhê-lo.
No apartamento do bancário, os policiais apreenderam celular, notebook, pendrive e outras mídias digitais. O material será periciado para saber se as imagens foram armazenadas em outros locais, compartilhadas ou vendidas. “Queremos descobrir também se ele queria filmar pessoas específicas, entre outras circunstâncias”, afirmou o delegado Wladmir Freire, segundo o portal Mais Goiás.
Nas primeiras informações divulgadas, o suspeito chegou a ser apontado como funcionário da academia. A investigação e a própria Smart Fit, porém, confirmaram que ele era aluno da unidade.
O que diz a Smart Fit
Em nota, a Smart Fit afirmou que “repúdia esse tipo de atitude” e reforçou que proíbe qualquer tipo de captação de imagens em seus vestiários, destacando que a privacidade dos alunos é um valor da rede.
O que diz a lei
Filmar ou registrar, sem autorização, cena de nudez de caráter íntimo e privado é crime previsto no artigo 216-B do Código Penal (registro não autorizado da intimidade sexual), com pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa. Se a perícia comprovar que as imagens foram divulgadas, compartilhadas ou vendidas, o caso pode ser enquadrado também no artigo 218-C, com pena de um a cinco anos de reclusão.
A Polícia Civil aguarda o resultado da análise dos equipamentos apreendidos para concluir o inquérito. Frequentadores da unidade que acreditem ter sido filmados podem procurar o 4º Distrito Policial de Goiânia.

















