O advogado Willer Tomaz de Sousa acionou a Justiça para tentar recuperar valores perdidos em apostas on-line na plataforma Blaze. Entre janeiro de 2025 e julho de 2026, o profissional movimentou R$ 6,6 bilhões em apostas, resultando em um prejuízo de R$ 188,5 milhões. A ação busca a restituição do montante com base em um diagnóstico de ludopatia.
Willer Tomaz pede devolução de milhões perdidos em apostas
A defesa do advogado protocolou o processo em agosto deste ano alegando que Tomaz sofre de transtorno mental caracterizado pela perda de controle sobre o impulso de jogar. O pedido de reembolso foca nos valores enviados à Blaze, que patrocina o jogador Neymar Jr.
Os advogados afirmam que o cliente comunicou expressamente o diagnóstico aos atendentes da empresa em ao menos duas ocasiões. Eles sustentam que a plataforma ignorou pedidos formais de bloqueio da conta.
Justiça nega bloqueio de bens da Blaze
O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o pedido para bloquear R$ 144,9 milhões em bens da Blaze. O juiz Guilherme Madeira Dezem considerou que as alegações eram genéricas e despidas de substrato probatório idôneo.
A decisão também derrubou o segredo de Justiça que protegia a ação. O magistrado argumentou que o caso trata de uma relação consumerista e não se enquadra nas hipóteses legais de sigilo.
PF investiga suposta lavagem de dinheiro
Paralelamente ao processo civil, a Polícia Federal investiga se as operações de apostas foram utilizadas para lavagem de dinheiro. Tomaz é alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em aposentadorias do INSS.
A PF descreve o advogado como suporte financeiro e patrimonial do senador Weverton Rocha. Ele já havia sido preso em 2017 por tentativa de interferir na Operação Greenfield.
Dinâmica das apostas e a resposta da Blaze
No período investigado, Tomaz efetuou 2.145 depósitos que somam R$ 325 milhões. Os valores eram reaplicados em mesas de cassino on-line com rodadas de 30 segundos e apostas de até R$ 500 mil.
A Blaze rebateu a tese de prejuízo, afirmando que a conta funcionou como uma conta corrente com sucessivas entradas e saídas. A empresa também ofereceu R$ 42,2 milhões em bônus de assiduidade ao advogado.

















