As eleições de 2026 mostraram que a fama nos gramados não garante sucesso na política. De um grupo de 35 postulantes entre ex-atletas, dirigentes e técnicos, apenas cinco conseguiram se eleger.
Raio-X: O desempenho dos atletas nas urnas em 2026
A maioria dos nomes conhecidos do futebol e de outras modalidades não obteve a votação necessária para assumir cargos legislativos ou executivos. O cenário revela a dificuldade de transitar entre a política e o futebol em nível nacional.
Muitos candidatos terminaram a disputa como suplentes. Outros, mesmo com votações expressivas em números absolutos, ficaram distantes das vagas disponíveis em seus respectivos estados.
Quem venceu: Os eleitos e reeleitos
No Rio Grande do Sul, o ex-goleiro Danrlei garantiu a reeleição como deputado federal pelo PSD com 105.079 votos. Luiz Lima, ex-nadador, também foi reeleito deputado federal no Rio de Janeiro pelo partido Novo.
Na Bahia, Bobô conseguiu a reeleição para deputado estadual pelo PCdoB somando 70.898 votos. Outros nomes vitoriosos foram Rozenha, reeleito deputado estadual no Amazonas com 62.201 votos, e Felipe Sertanejo, eleito deputado estadual em São Paulo com 138.277 votos.
Fracassos de peso: Luxemburgo, Edmundo e outros ídolos
Vanderlei Luxemburgo não conseguiu a vaga de senador pelo Tocantins, onde obteve 67.987 votos. O ex-técnico gastou R$ 744.751 em sua campanha, verba oriunda de fundos partidário e especial.
Edmundo, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro pelo PSDB, somou 35.725 votos, mas ficou fora da lista de eleitos. Marcelinho Carioca obteve 2.494 votos para deputado distrital no Distrito Federal. Luis Fabiano, candidato a deputado federal em São Paulo, recebeu 9.613 votos.
Dirigentes e ex-gestores: O resultado nas urnas
Alexandre Kalil, ex-dirigente do Atlético, disputou o governo de Minas Gerais e recebeu 403.466 votos, terminando na quinta posição. O resultado indica que a gestão esportiva não se traduziu em vitória executiva no estado.
No Rio de Janeiro, ex-dirigentes do Flamengo também falharam. Eduardo Bandeira de Mello obteve 37.535 votos e Marcos Braz somou 18.305 votos, ambos sem sucesso na disputa legislativa. Alberto Maia, ex-presidente do Paysandu, recebeu 2.055 votos no Pará e não foi eleito.

















