O criador da rede social Orkut, Orkut Büyükkökten, publicou uma carta aberta manifestando o desejo de reconstruir a internet com foco em conexões genuínas e pessoas reais. Simultaneamente, o endereço orkut.com passou a exibir uma contagem regressiva que termina nesta quinta-feira (8), às 10h, no horário de Brasília.
O Orkut vai voltar? Entenda o mistério do site
Atualmente, a página oficial não funciona como uma rede social e não oferece acesso a perfis ou troca de mensagens. O site apresenta apenas um aviso em português e inglês afirmando que uma grande mudança está sendo preparada.
Büyükkökten convidou os leitores a acessarem o site para adicionarem seus nomes a um movimento. No entanto, a função de cadastro ainda não está disponível, o que impede qualquer tentativa de login ou interação imediata.
Não existe confirmação oficial de que a plataforma original será relançada. O empresário não detalhou funcionalidades ou modelos de acesso para o projeto.
A proposta de Orkut Büyükkökten: ‘Reconstruir a internet
A mensagem enviada por Büyükkökten funciona como um manifesto contra o modelo atual das redes sociais. Ele critica a priorização de métricas de engajamento, retenção e tempo de tela em detrimento das relações humanas.
O empresário argumenta que a internet se tornou eficiente em capturar a atenção, mas falhou em aproximar as pessoas. Ele defende valores como confiança, gentileza e curiosidade para guiar a nova fase da rede.
O retorno das comunidades e o sentimento de pertencimento
As comunidades são o ponto central da nova visão apresentada pelo criador. Ele cita grupos que reuniam pessoas com interesses comuns, como quem consertava a mesma moto ou utilizava a mesma linha de ônibus.
Büyükkökten diferencia a participação ativa nessas comunidades do consumo passivo de feeds algorítmicos. Segundo ele, a principal diferença reside no sentimento de pertencimento proporcionado por grupos reais.
O impacto da IA nas redes sociais
O manifesto aborda a urgência de discutir a inteligência artificial no contexto das interações humanas. O empresário aponta que o avanço de bots, deepfakes e conteúdo sintético coloca em risco a premissa de que existe uma pessoa real do outro lado da tela.
Essa preocupação reflete a visão de que algoritmos não conseguem tornar a vida valiosa, função que pertenceria apenas aos amigos e comunidades. O Orkut original, criado em 2004, havia sido encerrado pelo Google em setembro de 2014.

















