O Brasil tem 11 empresas na edição 2026 do ranking World’s Best Employers (Melhores Empregadores do Mundo), elaborado pela revista Forbes em parceria com a consultoria alemã Statista. A lista reúne 900 companhias sediadas em 52 países.
A Petrobras é a brasileira mais bem posicionada, em 74º lugar. Na edição de 2025, a estatal havia ficado na 119ª posição, também à frente das demais empresas do país. O salto de 45 posições coloca a petroleira entre as 100 melhores empregadoras do planeta.
Completam o grupo brasileiro Embraer (132º), Gerdau (274º), Vale (278º), Natura (342º), Banco do Brasil (409º), Nubank (428º), Votorantim (576º), Bradesco (626º), Braskem (635º) e Suzano (775º). No ano passado, eram dez as brasileiras na lista.
Indústria e bancos dominam a presença brasileira
O perfil das brasileiras ranqueadas é marcado por indústria de base, mineração e setor financeiro. Petrobras, Gerdau, Vale, Votorantim, Braskem e Suzano respondem por mais da metade das empresas do país na lista. Embraer representa o setor aeroespacial, e Natura, o de bens de consumo.
No setor financeiro, aparecem um banco público (Banco do Brasil), um privado tradicional (Bradesco) e um digital (Nubank). Itaú Unibanco, maior banco privado do país, não figura no ranking deste ano.
Várias das empresas listadas têm operações relevantes em Minas Gerais, como a Vale, no Quadrilátero Ferrífero, a Gerdau, com a usina de Ouro Branco, e a Petrobras, com a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim.
Microsoft no topo mais uma vez
No topo do ranking global, a Microsoft mantém a liderança pelo terceiro ano consecutivo. A companhia aérea Delta Air Lines ficou em segundo lugar, repetindo a posição de 2025, e a canadense Shopify fechou o pódio.
As empresas dos Estados Unidos dominam o topo: são sete entre as dez primeiras. As exceções são a canadense Shopify, a japonesa Sony e a dinamarquesa Lego. Entre as 20 primeiras colocadas, empresas de tecnologia formam o grupo mais numeroso, mas também aparecem nomes como a relojoaria suíça Rolex (12º), a montadora alemã BMW (15º) e o conglomerado filipino San Miguel (16º).
O levantamento é divulgado em um momento de baixo engajamento no mercado de trabalho global. Segundo o relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, apenas 20% dos trabalhadores em mais de 140 países se dizem engajados, e 40% relatam estresse diário considerável.
As 11 brasileiras no ranking
| Posição | Empresa |
|---|---|
| 74º | Petrobras |
| 132º | Embraer |
| 274º | Gerdau |
| 278º | Vale |
| 342º | Natura |
| 409º | Banco do Brasil |
| 428º | Nubank |
| 576º | Votorantim |
| 626º | Bradesco |
| 635º | Braskem |
| 775º | Suzano |
As 20 melhores empregadoras do mundo em 2026
| Posição | Empresa | Setor | País |
|---|---|---|---|
| 1º | Microsoft | Software e serviços de TI | EUA |
| 2º | Delta Air Lines | Transporte e logística | EUA |
| 3º | Shopify | Software e serviços de TI | Canadá |
| 4º | Costco Wholesale | Varejo e atacado | EUA |
| 5º | NVIDIA | Semicondutores e eletrônicos | EUA |
| 6º | Adobe | Software e serviços de TI | EUA |
| 7º | Apple | Semicondutores e eletrônicos | EUA |
| 8º | Sony Group | Conglomerado | Japão |
| 9º | Alphabet (Google) | Software e serviços de TI | EUA |
| 10º | Lego Group | Bens de consumo | Dinamarca |
| 11º | Nintendo | Mídia e entretenimento | Japão |
| 12º | Rolex | Vestuário e acessórios | Suíça |
| 13º | IBM | Semicondutores e eletrônicos | EUA |
| 14º | Airbus | Aeroespacial e defesa | Holanda |
| 15º | BMW Group | Automotivo | Alemanha |
| 16º | San Miguel | Alimentos e bebidas | Filipinas |
| 17º | Cisco Systems | Semicondutores e eletrônicos | EUA |
| 18º | Fidelity Investments | Serviços financeiros | EUA |
| 19º | Groupe Atlantic | Engenharia e manufatura | França |
| 20º | JPMorganChase | Serviços financeiros | EUA |
Como o ranking é feito
A Statista ouviu mais de 300 mil trabalhadores em mais de 50 países, em pesquisa online e anônima, independente das empresas avaliadas. Só puderam entrar na lista companhias com mais de mil funcionários e atuação internacional.
Os entrevistados disseram o quanto recomendariam o próprio empregador a amigos e familiares e deram notas para salário, chances de crescimento na carreira, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e reputação da empresa. Também puderam avaliar ex-empregadores dos últimos dois anos e outras empresas do próprio setor.
A pontuação final considera dados dos três últimos anos, com peso maior para as respostas mais recentes e para as de funcionários atuais.

















