A Receita Federal conclui nesta terça-feira (20) o envio de cartas a 498.487 contribuintes de todo o país que tiveram a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 retida na malha fina. Só São Paulo, com 163.159 cartas, tem mais contribuintes na lista.
O envio começou em 5 de outubro e foi feito em lotes semanais. A correspondência faz parte do Projeto Cartas 2026, ação anual do Fisco para estimular que o próprio contribuinte corrija os erros antes de ser intimado. Quem se antecipa evita a cobrança de multa de ofício e o atraso no pagamento da restituição.
Não é preciso esperar a carta
Quem enviou a declaração neste ano não precisa aguardar o carteiro para saber se está na malha. A consulta é feita pelo serviço Meu Imposto de Renda, no site da Receita Federal ou no aplicativo do órgão, disponível para Android e iOS. Para entrar, é necessário ter conta gov.br com nível prata ou ouro.
Se a declaração estiver retida, o sistema exibe o aviso “Com Pendência”. Ao clicar no link, o contribuinte vê o motivo da retenção e as orientações para resolver o problema. Todo o procedimento é feito pela internet, sem necessidade de ir a uma unidade da Receita.
Como corrigir
A orientação do Fisco é conferir se todos os valores informados estão corretos e se há documentos que comprovem o que foi declarado.
- Se houver erro: basta enviar uma declaração retificadora, pelo mesmo programa ou pelo serviço online. A retificadora substitui a original e, uma vez corrigida a inconsistência, a declaração pode sair da malha.
- Se a declaração estiver correta: o contribuinte deve guardar a documentação que comprova os valores informados (informes de rendimentos, recibos, notas de despesas médicas etc.), que poderá ser exigida pela Receita na análise.
Corrigir a declaração antes de receber uma intimação ou notificação de lançamento é o que garante a ausência de multa. Depois que o procedimento de fiscalização é aberto, o contribuinte fica sujeito à multa de ofício, além de juros sobre o imposto devido.
Os erros que mais levam à malha fina
Segundo a Receita Federal, os problemas mais frequentes que provocam a retenção da declaração são:
- esquecer de declarar rendimentos recebidos de forma pontual ao longo do ano;
- não incluir os rendimentos recebidos por dependentes;
- não informar todas as aposentadorias, quando o titular ou o dependente recebe de mais de uma fonte pagadora;
- errar o ano em que a despesa médica foi realizada;
- errar o valor pago em despesa médica;
- lançar como despesa médica gastos que não podem ser deduzidos;
- informar o VGBL como dedutível — esse tipo de plano não é considerado previdência privada para fins de dedução e não pode ser abatido do imposto.

















