Helga Duffy, de 99 anos, entrou para o Guinness World Records como a mulher mais velha a realizar a modalidade de wing walking. A britânica completou a façanha no dia 16 de outubro, no aeródromo RFC Rendcomb, localizado em Cirencester, no condado de Gloucestershire, na Inglaterra.
Helga Duffy e o novo recorde mundial de wing walking
A participante tinha exatamente 99 anos e 21 dias no momento do voo. A atividade consiste em permanecer presa a uma estrutura instalada na parte externa de um biplano durante a decolagem e o voo.
Com esse feito, ela superou a marca absoluta anteriormente detida por Harold Heasman, que havia voado aos 98 anos e 357 dias. Um representante do Guinness acompanhou a operação para validar o recorde e entregar o certificado oficial.
Objetivo beneficente e motivação pessoal
A ação teve como propósito arrecadar fundos para a Wiltshire and Bath Air Ambulance, serviço de ambulância aérea da região. A iniciativa arrecadou mais de mil libras, valor estimado em cerca de R$ 8,7 mil.
A escolha da instituição possui um vínculo familiar profundo. A mãe das sobrinhas de Helga, Jackie Rose e Julie Preece, foi transportada por este serviço de emergência em sua última viagem. O serviço beneficiado atende emergências em áreas rurais e periurbanas do sudoeste inglês, onde o tempo de resposta por helicóptero é decisivo em crises cardíacas.
Inspiração e a disputa com Betty Bromage
Helga foi inspirada por Betty Bromage, que havia estabelecido o recorde anterior aos 97 anos, em agosto. Bromage também detém o título de mulher mais velha a realizar um looping nesta modalidade.
A antiga recordista parabenizou Helga, mas declarou a intenção de recuperar o título ao completar 100 anos. Bromage já realizou a acrobacia seis vezes desde os 87 anos e comparou a experiência com a de um parque de diversões.
Detalhes técnicos e superação
Para a segurança da operação, a aposentada utilizou cintos de segurança e roupas especiais. O voo não ocorreu de primeira. A tentativa inicial precisou ser cancelada devido a problemas técnicos na aeronave.
Helga afirmou que não sentiu medo por estar entusiasmada com a experiência. Ela declarou que a sensação foi diferente de tudo o que já havia vivido e que seu pai, que sempre esperava o melhor dos filhos, teria orgulho da conquista da primogênita.

















