As Forças Armadas dos Estados Unidos planejam ataques que podem incluir o uso da bomba GBU-43/B, conhecida como a “mãe de todas as bombas”, contra infraestruturas energéticas e instalações nucleares do Irã. A medida seria adotada caso o presidente Donald Trump decida retomar as operações de combate no conflito.
O que é a GBU-43/B ‘Mãe de Todas as Bombas’ (MOAB)?
A MOAB é a maior e mais poderosa arma militar não nuclear do arsenal norte-americano. O artefato pesa cerca de 9,8 toneladas e possui potência destrutiva equivalente a 11 toneladas de TNT.
O projeto foca na explosão aérea. Ela detona antes de atingir o solo para gerar uma onda de choque massiva em todas as direções. Durante os testes finais em 2003, militares explicaram que a munição foi concebida principalmente para a realização de operações psicológicas.
Uso estratégico contra o Irã: alvos e objetivos
O Pentágono avalia o emprego da bomba para atingir a rede energética e centros nucleares iranianos. A ação representaria uma escalada significativa na tensão entre os dois países.
O uso poderia servir como instrumento de pressão psicológica contra o regime de Teerã. No entanto, o raio de destruição, equivalente a nove quarteirões, gera alertas sobre a possibilidade de vítimas civis em áreas povoadas.
Limitações técnicas e a defesa iraniana
Especialistas questionam a eficácia da MOAB contra alvos subterrâneos profundos. Um exemplo é a Montanha da Picareta, onde se acredita que o Irã armazene componentes nucleares sob camadas fortificadas de granito.
O Irã utiliza concreto super-reforçado e materiais semelhantes a isopor ou líquidos para desacelerar a queda de bombas e anular a penetração. Essas barreiras tornam a GBU-43/B menos eficiente do que armas de penetração profunda, concentrando os danos na superfície.
Histórico de combate e contexto político
Donald Trump autorizou o único uso da MOAB em combate no ano de 2017. Na ocasião, o alvo foram túneis do Estado Islâmico no Afeganistão, o que resultou na destruição de três túneis e na morte de ao menos 90 pessoas.
Atualmente, Trump afirma que a guerra contra o Irã terminará assim que ele quiser. A análise de novos ataques ocorre enquanto a impopularidade da guerra e a alta dos combustíveis prejudicam o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato.

















