A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suspendeu, nesta quinta-feira (8), o registro de Diego Souza como treinador. A medida ocorreu após a descoberta de que a licença apresentada pelo ex-jogador era falsa.
Suspensão do registro no BID e impactos
A suspensão do registro de Diego Souza já foi oficializada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. O caso agora segue para análise da Comissão de Ética da entidade.
Atualmente técnico do Joinville, Diego não pode assinar súmulas de partidas ou permanecer na área técnica sem a licença adequada. Para continuar no cargo, um auxiliar deve assumir as funções burocráticas enquanto ele atua apenas no banco.
O Joinville também corre risco de punição administrativa. Segundo as normas da CBF, é responsabilidade do clube garantir a autenticidade de toda a documentação anexada aos registros.
O golpe de Alejandro Mancuso
O esquema foi liderado por Alejandro Mancuso, ex-jogador com passagens por Flamengo e Palmeiras e antigo auxiliar de Diego Maradona. Ele vendia licenças falsas da Associação de Técnicos do Futebol da Argentina (ATFA) por cerca de 20 mil dólares, valor aproximado a R$ 100 mil.
Mancuso prometia agilizar a obtenção do diploma PRO, que permitiria trabalhar inclusive na Europa. O argumento era que atletas renomados não precisariam de três anos de estudo, bastando preencher papéis e realizar aulas teóricas por vídeo.
Outros jogadores envolvidos no esquema
Diversos nomes consagrados do futebol brasileiro adquiriram os diplomas fraudulentos. Entre os envolvidos estão Thiago Silva, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex, Dejan Petkovic, Luiz Gustavo e Diego Lugano.
O ex-meia Alex, atual técnico do Athletic, admitiu o erro publicamente. Ele afirmou que buscou facilidade no processo, mas ressaltou que nunca utilizou o documento.
Defesa de Diego Souza e posição da ATFA
Diego Souza afirmou que acreditou em Mancuso devido ao histórico do argentino no futebol e a depoimentos de outros jogadores. O ex-atacante negou a intenção de cometer irregularidades e disse que fará o necessário para reverter a situação.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) e a ATFA negam qualquer vínculo com Mancuso. Ambas as entidades confirmaram que os diplomas emitidos pelo ex-jogador são falsos e sem validade legal.

















