A escala da devastação na Faixa de Gaza tornou-se evidente após três anos de hostilidades iniciadas em outubro de 2023. O território palestino sofreu uma redução considerável e a maior parte de sua infraestrutura foi reduzida a escombros.
O impacto visual e material da guerra em Gaza
A destruição material no enclave é quase total. Quase 90% de Gaza foi destruído ao longo do período de conflito.
O território original de 365 km² teve a perda de uma parte significativa de sua área. Essa fragmentação territorial altera a geografia da região de forma permanente.
Autoridades de Gaza informaram que ataques noturnos israelenses continuam a atingir o território. Essas operações mantêm a região em um estado de escombros constantes.

Mudanças territoriais e a nova configuração de Gaza
Atualmente, Israel exerce controle sobre 60% do enclave. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que sua diretriz é expandir esse domínio para atingir 70% do território.
A população local enfrenta um confinamento extremo. Os habitantes de Gaza estão agora concentrados em apenas um terço da área original do território.
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o Exército está pronto para esvaziar o território de seus dois milhões de habitantes.
Balanço humano e a questão da colonização
O custo humano da guerra é elevado. Mais de 74 mil palestinos morreram durante o conflito, o que representa cerca de 5% da população total de Gaza.
Há também um ressurgimento de projetos de recolonização. Um terço dos israelenses manifesta apoio ao retorno da colonização no enclave, fenômeno que era marginal antes de 2023.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarou na ONU que essas ações configuram um projeto colonial malicioso.
Três anos do 7 de outubro: homenagens e trauma em Israel
Israel realizou homenagens às vítimas do ataque do Hamas ocorrido em 7 de outubro de 2023. O evento deixou 1.221 mortos e 251 reféns foram levados para Gaza.
As cerimônias ocorreram sob forte tensão política. O país se prepara para eleições gerais em 27 de outubro, enquanto o Exército permanece em alerta contra novas operações terroristas.
O impacto institucional foi profundo. Sete generais deixaram a cúpula militar em decorrência de falhas de inteligência, incluindo o chefe do Estado-Maior, Herzi Halevi, que renunciou em janeiro de 2025.

















