Com apenas 10 anos, o baiano Marcelo Gomes Viana Lopes, o Marcelinho, ficou em terceiro lugar no processo seletivo para engenharia mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor), no Ceará. O resultado foi celebrado pelo próprio garoto nas redes sociais.
Marcelinho nasceu em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e hoje mora com a família na capital cearense. Ele cursa o 7º ano do ensino fundamental no Colégio Farias Brito, que agradeceu publicamente pela preparação. Segundo ele, foi a primeira vez que fez um vestibular.
Inspiração dentro de casa
A escolha do curso não foi por acaso. A ideia de prestar a prova partiu do próprio menino, que queria medir seus conhecimentos na mesma área do pai, perito criminal formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Marcelinho diz que o pai é sua maior inspiração e o motivo de querer ser engenheiro.
Ao comemorar a aprovação, deixou um recado para outros estudantes: “O futuro pertence a quem se prepara”.
Aprovado também na Epcar
O vestibular não foi a única prova em que ele se saiu bem. Marcelinho também atingiu nota suficiente no exame da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), destinado a candidatos de 13 a 21 anos. Por causa da idade, porém, não pode ocupar a vaga.
Nasa, foguetes e YouTube
O sonho declarado do garoto é ser astronauta. No currículo, já acumula participação em projetos de identificação de asteroides em parceria com a Nasa, bolsa de iniciação científica ligada à Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e oficinas de foguetes da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Ele também é embaixador mirim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e mantém o canal “Marcelinho Ensina”, no YouTube e no Instagram, onde ensina matemática, física e química.
Rotina de criança
Além dos estudos, Marcelinho pratica jiu-jitsu e natação, joga videogame e RPG, sai com os amigos e cuida do bicho de estimação da família.
Pode cursar?
Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o ingresso no ensino superior exige a conclusão do ensino médio, o que costuma impedir a matrícula de crianças aprovadas em vestibulares. Há casos, porém, que foram parar na Justiça: em 2023, um juiz do Amazonas determinou que a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) guardasse a vaga de Luan Gabriel, então com 11 anos, aprovado em Matemática, e que o estado aplicasse um exame de avanço escolar.

















