A BYD lançou nesta terça-feira (20), na China, a segunda geração do Seagull, o carro vendido no Brasil como Dolphin Mini. O novo modelo é praticamente outro carro. Maior, com motor na traseira, cinco lugares e, nas versões mais caras, a recarga ultrarrápida da marca, que leva a bateria de 10% a 97% em cerca de nove minutos.
O lançamento aconteceu em Zhengzhou. Na China, o carro tem cinco versões, com preços entre 65.900 e 99.900 yuans, o equivalente a algo entre R$ 51 mil e R$ 77 mil em conversão direta, sem impostos de importação. A versão de entrada ficou 4 mil yuans mais barata que a da geração anterior, o equivalente a cerca de R$ 3,1 mil.
Recarga em 9 minutos
O grande destaque é a compatibilidade com o Flash Charging, sistema de recarga ultrarrápida da BYD. A bateria vai de 10% a 70% em cinco minutos e de 10% a 97% em nove minutos. Mesmo com 30 graus negativos, segundo a marca, a recarga de 20% a 97% leva 12 minutos.
A tecnologia, porém, não está em todas as versões. Ela aparece só nas três configurações mais caras (Comfort, Flying e Smart), que usam a nova bateria Blade de segunda geração, com 39,2 kWh e autonomia de 420 km no ciclo chinês CLTC. Para atingir esses tempos, o carro precisa estar em um carregador Flash Charging dedicado. Na China, quem comprar uma dessas versões para uso pessoal ganha um ano de recarga gratuita nas estações da marca.
As duas versões de entrada (Vitality e Freedom) têm bateria de 30,1 kWh, autonomia de 320 km (CLTC) e não oferecem a recarga ultrarrápida. Para comparar, o Dolphin Mini vendido hoje no Brasil aceita no máximo 40 kW em recarga rápida, na versão GS.
Maior que o Dolphin GS
O novo Dolphin Mini tem 4,21 m de comprimento, 42,5 cm a mais que o atual, 1,81 m de largura e 2,65 m de entre-eixos, mesma medida do Volkswagen T-Cross. Fica maior até que o Dolphin GS, irmão mais velho, que tem 4,12 m. Com o ganho de espaço, passa a levar cinco pessoas, e não mais quatro.
O motor saiu da frente e foi para o eixo traseiro, o que liberou espaço para um porta-malas dianteiro de 94 litros. Atrás, o compartimento chega a 1.380 litros com o banco rebatido. A suspensão traseira também evoluiu: troca o eixo de torção por um conjunto independente multilink.
Quase o dobro de potência
A geração atual tem motor dianteiro de 75 cv. A nova traz duas opções, ambas com tração traseira: 114 cv nas versões de entrada e 127 cv nas versões com bateria maior. A velocidade máxima sobe de 130 km/h para 150 km/h.
Interior de carro mais caro
Por dentro, a mudança é completa. O painel ganha tela central de 15,6 polegadas, volante de dois raios, console redesenhado e mais botões físicos. Os bancos dianteiros têm aquecimento, ventilação e massagem, e há luz ambiente e carregador de celular por indução de 50 W.
Como opcional, o modelo pode receber o pacote de assistência à condução DiPilot 300, com sensor lidar no teto, que oferece navegação assistida na cidade e estacionamento automático.
E no Brasil?
A chegada ao país ainda vai demorar. Segundo o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, a nova geração deve desembarcar por aqui por volta de 2028. A BYD não informou quais versões virão, se o Flash Charging estará disponível nem os preços para o mercado brasileiro.
Enquanto isso, segue à venda o Dolphin Mini atual, que acaba de ganhar a linha 2027 com retoques visuais e vive seu melhor momento no país: em setembro, foram 9.385 emplacamentos, recorde mensal do modelo. A versão GS custa R$ 119.990.

















