O papa Leão XIV passou por uma cirurgia nesta terça-feira (13) que confirmou que ele tem câncer de pulmão, e os médicos retiraram o lobo inferior do seu pulmão direito, informou o Vaticano. Segundo boletim médico divulgado após o procedimento, os exames confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, que já era suspeitado nos testes pré-operatórios e foi confirmado durante a cirurgia.
O adenocarcinoma é um tipo de câncer de pulmão de não pequenas células, que se desenvolve em células glandulares.
Como foi a cirurgia
O papa ficou cerca de três horas no centro cirúrgico, sendo que a operação em si durou 90 minutos. De acordo com o Vaticano, a cirurgia foi bem-sucedida e não houve complicações. Após o procedimento, o pontífice recuperou a consciência normalmente e foi levado de volta ao seu quarto, no 10º andar do Hospital Gemelli, em Roma.
A equipe cirúrgica foi chefiada pelo cirurgião torácico-chefe do Gemelli, Stefano Margaritora. Leão XIV deu entrada no hospital às 13h (horário de Roma) e foi operado no fim da tarde. Mais cedo, ele entrou a pé pela porta principal do hospital e acenou para dezenas de fiéis que se reuniram para recebê-lo.
Prognóstico e próximos passos
Antes da operação, oncologistas avaliavam que, mesmo que o nódulo fosse cancerígeno, o prognóstico do papa seria excelente por ter sido removido em estágio inicial. No entanto, o estágio do câncer ainda não foi determinado, e não se sabe se a doença se espalhou para outras partes do corpo.
A previsão é que Leão XIV permaneça uma semana internado para recuperação. Até o momento, a agenda internacional do papa não foi oficialmente cancelada. Ele tem viagem apostólica marcada para novembro, entre os dias 6 e 17, com passagens por Uruguai, Argentina e Peru.
Anúncio foi feito no domingo
O próprio papa revelou o problema no domingo (11), ao final da oração do Angelus na Praça de São Pedro, quando contou que um nódulo havia sido identificado em seu pulmão durante exames médicos. “Foi detectado numa fase muito inicial e bem localizado”, afirmou na ocasião. O pontífice americano tem demonstrado um nível raro de transparência sobre o primeiro grande problema de saúde divulgado publicamente em seus 17 meses de papado.
Desde o anúncio, chegaram de todo o mundo orações e mensagens de apoio de primeiros-ministros, presidentes, líderes religiosos e bispos católicos.
















