A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (29) a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro. Entre os alvos estão endereços ligados ao pastor e empresário Márcio Poncio e a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.
Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação mirou imóveis residenciais e salas comerciais que os investigadores identificam como núcleos operacionais e administrativos do esquema.
Segundo a PF, a organização investigada teria ramificações voltadas à lavagem de dinheiro, à ocultação patrimonial e ao uso de pessoas físicas e jurídicas para disfarçar a propriedade de bens e valores. Bernardo Coutinho Loyola é apontado pela corporação como um dos principais operadores do esquema.
Celular apreendido levou à nova fase
De acordo com a Polícia Federal, a nova etapa foi desencadeada a partir da análise de informações obtidas na quinta fase da investigação, principalmente dados extraídos de um celular apreendido com um dos suspeitos.
Preso em julho, hoje em domiciliar
Poncio já havia sido preso na quinta etapa da operação, em 2 de julho, e atualmente cumpre prisão domiciliar. Na ocasião, ele foi detido em um flat na Barra da Tijuca; depois, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a domiciliar por motivo de saúde.
Naquela mesma fase, também foram alvos de prisão o bicheiro Adilsinho, apontado como chefe do esquema, e o então deputado estadual Rodrigo Bacellar. A Unha e Carne foi aberta originalmente para desarticular uma rede acusada de vazar informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Na oitava fase, em 15 de outubro, a PF investigou um esquema que, segundo o Coaf, teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
Quem é Márcio Poncio
Ligado à Igreja da Nuvem, Poncio fez carreira no setor de tabaco e ficou conhecido como “pastor do cigarro”. A suspeita é de que seu envolvimento no esquema se dê por meio desses empreendimentos. Ele é patriarca da família Poncio, pai da influenciadora Sarah Poncio e do cantor Saulo Poncio, e é casado com Simone Poncio.

















