O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nessa quinta-feira (24) que Pequim e Washington possuem a responsabilidade de manter a inteligência artificial sob controle humano. A declaração ocorreu durante uma visita de Estado à Casa Branca, onde o líder chinês foi recebido pelo presidente Donald Trump com honras militares.
Xi Jinping e a proposta de controle humano da IA
Xi Jinping afirmou que as duas potências carregam uma responsabilidade histórica de promover o progresso da humanidade. Ele defendeu que o desenvolvimento da tecnologia deve ser feito para o bem da sociedade e sempre sob supervisão humana.
O líder chinês sugeriu que a competição entre os países seja saudável e possua limites claros. Para isso, ele propôs a manutenção de uma linha de ação capaz de evitar qualquer conflito ou confronto direto entre as nações.
Superinteligência e divergências regulatórias
Donald Trump indicou a intenção de discutir a chamada superinteligência, termo que utiliza para os avanços mais recentes do setor. No entanto, o presidente americano demonstrou preferência por uma abordagem de menor intervenção governamental.
Essa visão contrasta com pedidos de regulamentação feitos por diretores de empresas como OpenAI e Anthropic. Trump afirmou que pretende manter a política americana exatamente como está atualmente.
Encontro com gigantes da tecnologia
Um jantar de Estado reuniu os presidentes e os chefes das maiores empresas de tecnologia do mundo. Participaram do evento representantes da Microsoft, Apple, Google, Meta e OpenAI, além do empresário Elon Musk.
O encontro serviu para discutir o futuro da inteligência artificial em um ambiente de alta diplomacia. Xi Jinping aproveitou a ocasião para cobrar que empresas chinesas sejam tratadas de forma justa nos Estados Unidos.
Trégua comercial e acordos econômicos
A principal decisão concreta da visita foi a prorrogação da trégua comercial entre as duas potências até 10 de janeiro de 2027. O acordo, firmado originalmente em outubro de 2025, congelou uma guerra de tarifas que causou turbulências na economia global.
Apesar da extensão do prazo, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a China está atrasada em compromissos de compra de produtos agrícolas americanos. Persistem também divergências sobre a situação de Taiwan e o acesso a minerais estratégicos.

















