O empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, teve um surto no presídio Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa quinta-feira (21). Ele está preso no local desde 14 de maio, após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura o escândalo financeiro bilionário do banco.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Henrique Vorcaro sofre de depressão e teria ficado abalado com a informação de que a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo filho dele. A proposta teria sido rejeitada por acrescentar poucos elementos além do que a investigação já havia descoberto.
Além disso, Henrique estaria sofrendo para se adaptar à rotina do complexo prisional Nelson Hungria, que é o maior de Minas Gerais e sofre com problemas de superlotação.
Entenda prisão de Henrique Vorcaro
O pai de Vorcaro foi preso na última quinta-feira (14), em Nova Lima, durante uma ação que integra a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e a atuação de uma suposta organização criminosa ligada ao conglomerado. Segundo as investigações, Henrique estaria entre os beneficiários de depósitos realizados por Daniel Vorcaro em sua conta bancária.
A decisão aponta que Henrique Vorcaro não atuava apenas como colaborador próximo do grupo investigado, mas como um dos principais articuladores financeiros e demandantes de ações do núcleo conhecido como “A Turma”. Segundo o relatório policial citado no processo, esse braço operacional era formado por policiais e ex-integrantes das forças de segurança, responsável por ações de intimidação e obtenção clandestina de informações.
Mensagens interceptadas mostram que o custo de manutenção dessa estrutura chegava a R$ 400 mil mensais. Em diálogos ocorridos em janeiro de 2026, Henrique foi cobrado por atrasos nos pagamentos pelo líder operacional do grupo, o policial federal aposentado Marilson Roseno. Em resposta, Henrique assegurou que enviaria os valores “imediatamente” assim que recebesse recursos.
A investigação também aponta que Henrique utilizava a estrutura criminosa para benefício pessoal direto, especificamente para monitorar inquéritos sigilosos que estavam investigando as suas ações. O grupo teria mobilizado agentes da ativa, como o policial federal Anderson Wander da Silva Lima, para consultar sistemas internos da corporação.










