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Professor de medicina morto a facadas em ônibus na capital é velado na UFMG

Reprodução/TantoExpresso/OhanaPadilha

Na manhã desta terça-feira (14), familiares, amigos e integrantes da comunidade acadêmica da UFMG se reúnem na Faculdade de Medicina, no campus Saúde, em BH, para prestar homenagens ao professor Antonio Leite Alves Radichhi. Aos 63 anos, ele foi morto a facadas em um ônibus da capital. O sepultamento vai ocorrer às 17 no Cemitério do Bonfim.

O professor deixa a viúva, professora Maria Inês Barreiros Sena, da Faculdade de Odontologia da UFMG, quatro filhos – dois deles do primeiro casamento -, e uma neta. Graduado em Medicina pela UFMG e doutor em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP), Radicchi era docente da UFMG desde 1980.

Antonio foi chefe do Departamento de Medicina Preventiva e Social por dois mandatos, membro da Congregação da Faculdade e coordenador do Centro de Extensão e do Internato em Saúde Coletiva, conhecido como Internato Rural. Era membro do Conselho Diretor do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon). Também desenvolveu pesquisas na área de saúde coletiva, atuando principalmente nos temas política de saúde, educação ambiental, educação médica, programa de saúde da família e saneamento básico.

Na comunidade acadêmica, era conhecido pela defesa do Meio Ambiente e por ser contra a violência. Ainda assim foi vítima de pelo menos 10 facadas nessa segunda-feira (13), quando ia para o trabalho de ônibus. Ele foi golpeado por um homem após uma discussão no coletivo. O autor do ataque e a mulher que o acompanhava foram presos. O crime é investigado pela Polícia Civil.

Com UFMG

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