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Putin não cita Brasil ao falar do G7 e internautas desafiam Bolsonaro

O presidente Vladimir Putin declarou nesta quinta-feira (5) que a Rússia está aberta para receber líderes que fazem parte do G7, o grupo com as sete maiores economias do mundo, caso os integrantes estejam dispostos a reinserir o país na agremiação. A proposta surgiu em meio a uma crise que envolve os Estados Unidos e alguns países da Europa.

No pronunciamento a respeito do G7, Putin deixou de citar o Brasil entre os países que desejaria ver no grupo. Ele disse que o número de nações poderia aumentar em um formato diferenciado, com a inclusão de Turquia, Índia e China. O líder russo afirmou que não pode imaginar uma organização internacional eficaz sem a presença dos dois últimos citados.

“O último G8 seria realizado na Rússia. Continuamos abertos e, se nossos parceiros quiserem vir, ficaremos encantados. Não fomos nós que adiamos (essa cúpula), e sim os nossos parceiros”, ressaltou o mandatário no Fórum Econômico Oriental, realizado em Vladivostok. “Sempre é uma troca positiva de opiniões, quando se levanta a voz também. Pelo que entendi, desta vez foi o que aconteceu no G7 (na cúpula de agosto em Biarritz, na França), e mesmo assim continua sendo útil. Não negamos nenhum tipo de cooperação”, acrescentou.

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Ao citar o último encontro do G7, realizado na França, Putin despertou a memória de brasileiros a respeito de queimadas na Amazônia. É que o presidente francês, Emannuel Macron, pediu que o grupo discutisse a situação da floresta e o presidente Bolsonaro reagiu prontamente. Desta vez, internautas sugerem que o brasileiro diga algo sobre o russo, já que ele não citou o Brasil ao falar que o grupo pode ter um formato diferenciado.

No Twitter, a repercussão de um possível desentendimento entre o Bolsonaro e Putin tem dado o que falar (veja parte da repercussão abaixo). No entanto, a maioria dos comentários coloca em xeque a capacidade do presidente do Brasil de desafiar o líder russo.

Em julho deste ano, o presidente Bolsonaro declarou ter “profundo respeito” por Putin e disse esperar que ele ajudasse a “resolver a questão venezuelana”. “Eu tenho profundo respeito por Putin . Eu tive uma reunião rápida com ele em Osaka (na cúpula do G-20) e ele deixou uma impressão muito boa em mim. Acho que foi recíproco”, disse à época. “O Brasil está de braços abertos para acordos econômicos. Não nos guiamos pela ideologia, como no passado”, completou.

Rússia, G7 e Trump

A Rússia foi excluída do antigo G8 em 2014 depois de anexar ilegalmente a península ucraniana da Crimeia. Antes do último encontro, o presidente norte-americano Donald Trump já dizia que o país deveria voltar ao grupo, mas ainda não houve nenhuma decisão a respeito. O assunto havia sido discutido anteriormente na Itália e no Japão.

Apesar da insistência para ter a Rússia no G8, Trump resolveu não convidar Putin para a próxima cúpula, que ocorre no ano que vem. É que alguns membros concordam com o retorno do país, mas não há unanimidade.

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