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Kalil anuncia data para possível flexibilização do isolamento social em BH

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O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), apresentou a data para uma possível flexibilização do isolamento social na cidade. O anúncio foi realizado, nesta segunda-feira (4), após reunião com prefeitos da região metropolitana na sede da PBH.

O chefe do Executivo municipal disse que a flexibilização poderá ocorrer a partir de 25 de maio. A previsão foi estabelecida pelos médicos infectologistas que compõem o Comitê de Enfrentamento à Epidemia de Covid-19. Esta foi a primeira vez que uma data foi apresentada, mas Kalil fez uma ressalva.

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“O grupo tem a perspectiva de flexibilização em 25 de maio, a depender do comportamento da população. O controle da pandemia é 20% do poder público, que se desgasta, apanha, toma buzinaço. Os outros 80% é da população, de quem pode ficar em casa, usa máscara e tem compaixão e solidariedade. É disso que o povo precisa: de gente não egoísta que olha pro próprio umbigo e que só sai à rua por que precisa”, disse.

Além da cooperação da população, Kalil citou que outros critérios serão levados em consideração para a retomada do comércio. “Vai depender da curva [de casos], da ocupação dos leitos. É complexo, mas é o que o grupo me autorizou a falar. Deus nos ajude e abençoe. Vamos continuar atentos e vamos sair da melhor maneira possível”, explicou o prefeito.

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Os critérios usados em BH para a retomada do comércio vão seguir os modelos usados em diversas partes do mundo, como China e Europa.

De acordo com Kalil, entidades comerciais vão participar das reuniões sobre o assunto. Apesar disso, ele descartou o uso do plano “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo”, disponibilizado pelo governador Romeu Zema (Novo).

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“O plano do governo quem resolve são os prefeitos. Não precisamos de conselho, precisamos de dinheiro e liderança. A reabertura será gradual, técnica, com medicina, planejamento e economia. Do mesmo jeito que foi fechado será reaberto. O povo está muito amedrontado de ir pra rua. Não podemos jogar todo mundo na rua ao mesmo tempo”, explicou.

‘Vamos ter juízo’

Ao comentar a data da possível flexibilização, Kalil voltou a enfatizar que a previsão pode ser mudada e disse que a pandemia passou a ser assunto político, o que classificou como absurdo.

“É uma coisa [flexibilização no fim do mês] que pode vir ou não acontecer, depende do comportamento da população. O prefeito não importa de levar o ônus político. Quando se fechou o comércio [em BH] era desgaste. Ninguém queria fechar. Agora que eles comentam a pandemia como um problema médico que está matando, é consciência política e agora o assunto é político”, disse.

Kalil afirmou ainda que a população precisar ouvir os profissionais da saúde neste momento de pandemia.

“É um absurdo que cientista político esteja em rádio, televisão falando sobre pandemia invés de estar um médico. Temos que escutar quem entende. É simples assim. Vamos ter juízo e responsabilidade. Assunto não é político é médico. Político não tem competência e nem capacidade”.

Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.

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