TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Vereadores de BH vão propor acréscimo de R$ 44 mi ao PL que prevê subsídio para empresas de ônibus

09/05/2022 às 17h42
cmbh
Em caso de acordo, a quantia se somará aos R$ 163 milhões já ofertados pela PBH e virá de economias dos parlamentares (Moisés Teodoro/BHAZ)

A presidente da CMBH (Câmara Municipal de Belo Horizonte), Nely Aquino (Podemos) e outros três vereadores que integram o Grupo de Trabalho da Mobilidade Urbana da capital vão propor, em nova reunião nesta terça-feira (10), o aporte de R$ 44 milhões ao sistema de transporte de BH. Em caso de acordo, a quantia se somará aos R$ 163 milhões já ofertados pela PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) na última quinta-feira (5) e virá de economias dos parlamentares.

A reunião, que reúne representantes do Legislativo e Executivo municipais, além de empresários do setor, ocorre amanhã (10), às 9h, na sede da Prefeitura de BH. Na ocasião, as partes continuarão a discutir um novo PL (Projeto de Lei) que prevê, além do subsídio ao transporte, uma série de condições que visam melhorar o serviço para os usuários – como a manutenção do preço das tarifas e maior oferta de viagens (veja abaixo).

Nely e os vereadores Fernanda Pereira Altoé (Novo), Gabriel Azevedo (sem partido), e Pedro Patrus (PT) ainda vão propor, na ocasião, o acréscimo de sugestões do Ministério Público, Ministério Público de Contas e sociedade civil ao projeto.

Setra-BH ainda não se manifestou

Na última quinta-feira (5), a reunião do Grupo de Trabalho da Mobilidade Urbana que durou aproximadamente três horas terminou sem um acordo definido. Na ocasião, representantes do Setra-BH (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte) disseram que iriam analisar a proposta para que a discussão continue em andamento (veja aqui). 

O BHAZ procurou o sindicato nesta segunda-feira (9) para saber se a entidade já possui um posicionamento sobre o Projeto de Lei, mas a categoria informou que detalhes só serão discutidos na reunião de amanhã.

Caso o Setra-BH aceite as condições propostas pela CMBH e a PBH, ambos os poderes redigirão um ante-projeto de lei do subsídio de forma conjunta, a ser apresentado ao parlamento municipal. Na sequência, o projeto seria encaminhado para tramitação na casa Legislativa.

Condições

Em tratativa assinada pelo procurador Glaydson Santo Soprani Massaria, do Ministério Público de Contas, são apresentadas dez exigências da PBH e da Câmara para que os valores sejam repassados às empresas de ônibus. Caso aceitem a proposta, concessionárias convencionais devem receber, inicialmente, R$ 13 milhões por mês, enquanto as permissionárias de suplementares R$ 625 mil (veja aqui).

Para ter acesso ao dinheiro, as empresas devem ceder fontes de receita que possuem, como o mídia ônibus, para a Prefeitura. Além disso, os valores serão repassados às concessionárias ao fim de cada mês, a partir de um índice de desempenho calculado.

Outra medida apontada pelo documento é a contratação de uma auditoria no prazo de 30 dias para acompanhar a situação do transporte público na capital mineira. A empresa também deverá ser responsável por responder 29 questionamentos referentes ao histórico da situação dos ônibus na cidade.

Aumento de viagens

Nas contrapartidas, a PBH e a Câmara, com o apoio do MP de Contas, também exigem que as empresas retomem o número de viagens como no período pré-pandemia, além de aumentar em 30% o número de viagens em relação à média de deslocamentos diários. Outro ponto colocado é de que as empresas não poderão reivindicar qualquer aumento da tarifa no período de validade do contrato de subsídio.

A respeito das frotas, o documento explica que caso aceitem o acordo as empresas devem renovar os veículos sempre que necessário, não deixando que a idade média das frotas ultrapasse 10 anos. O cartão BHBus é outro a entrar na lista de contrapartidas. Para o recurso, as partes pedem que os créditos não mais expirem e que não dependam de revalidação.

Outra exigência é de que as empresas modernizem as formas de pagamento nos coletivos, pensando em soluções mais tecnológicas, como pix, aplicativos e tags. Por fim, caso aceitem o acordo, as empresas devem fornecer acesso a documentos comprobatórios de custos operacionais para revisão tarifaria, além de disponibilizar acesso para a empresa auditora a todos os sistemas informatizados, notas fiscais, recibos e extratos bancários.

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
InstagramLinkedIn

Larissa Reis

Email: larissa.reis@bhaz.com.br

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
InstagramLinkedIn

Mais lidas do dia

Resultado da Lotofácil da Independência: veja os números sorteados e saiba se você levou R$ 300 milhões

lotofácil da independência

Vídeo mostra ataque de abelhas a uma aluna em escola de Ibirité, na Grande BH

Criança é atacada por exame de abelhas na porta de escola em Ibirité

Professores das escolas particulares da Grande BH entram em greve por tempo indeterminado

Apostas de BH, Contagem e Betim cravam Lotofácil da Independência e levam R$ 4,4 milhões cada

BH Contagem Betim Lotofácil da Independência

‘Pensei nas minhas filhas’, diz motociclista que resgatou menina de ataque de abelhas em escola de Ibirité

Motoqueiro que resgatou criança de ataque de abelhas em Ibirité diz que pensou nas próprias filhas

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ