TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Beagrime completa 5 anos com edição especial na Autêntica; saiba a origem do grime e história do movimento em BH

07/09/2024 às 14h34 - Atualizado em 07/09/2024 às 16h24
beagrime 5 anos
Movimento está completando 5 anos de existência (Divulgação/@lmcaslu)

A Beagrime vai comemorar 5 anos de existência em Belo Horizonte com uma festa neste sábado (7), na Autêntica. O movimento, que iniciou pelo desejo de jovens em terem um espaço para ouvir grime, ganhou projeção na cidade e foi palco de diversos artistas iniciantes, que hoje são importantes agentes da cena cultural de BH.

Mas, afinal, o que é grime? O estilo musical surgiu na década de 2000, nas regiões periféricas de Londres, no Reino Unido, como uma variação do hip–hop. O gênero tem como característica batidas agressivas, em torno de 140 bpm, e por misturar ritmos como reggae, dubstep, garage e jungle.

Welbert Felipe da Silva, conhecido como Well, teve contato com o gênero pela primeira vez em 2015, por meio de amigos produtores de música eletrônica. Em 2019, o músico encontrou duas jovens DJs, Juliaisapunk e Larissinha, que estavam interessadas no grime e buscavam um lugar em BH para tocar o ritmo. Daí nasceu o match perfeito – ou a desculpa perfeita – para criar uma festa cujo foco fosse o grime.

Conheça o gênero musical:

Nasce uma história com a Casa Sapucaí

Ao Rolê BHAZ, Well detalha o início da Begrime. Segundo ele, o trio passou por desafios por causa da falta de recursos e de oportunidades, porém, conseguiram ser abraçados pela Casa Sapucaí, no bairro Floresta, onde as edições ocorrem tradicionalmente. O objetivo, então, passou a ser reunir DJs interessados em tocar grime, e pessoas interessadas em ouvir.

“A Larissinha ficou bem conhecida pelo jungle, que veio de jamaicanos fazendo esse som no Reino Unido; a Julia conhece muito de grime, de garage, tudo que também está nessa mesma escola britânica. Aí os outros DJs que vêm com a gente também, que são a Akila e o Linguini, eles são dessa escola mais popular, mais brasileira”, explica Well.

“Então a junção de tudo formou a festa, e que a gente conseguiu se manter aí por vários anos. Para um movimento que começou com vinte pessoas, completar cinco anos é uma coisa de se comemorar”, afirma o músico. As últimas edições do evento, de acordo com o músico, reuniram em média 600 pessoas.

O hype do grime em BH

Como toda novidade, o grime passou por um período de “hype” em Belo Horizonte, em 2021. “Foi a primeira Beagrime que teve depois que a prefeitura liberou os eventos. Acho que a partir dali foi o auge, a gente teve uma galera que nós nunca tínhamos visto. Veio essa questão do Brasil Grime Show, e muita gente em Belo Horizonte quis saber também como era o movimento”.

Com a faca e o queijo na mão, o trio formador da festa buscou estudar e aprender mais sobre a arte de fazer eventos, e começou a aprimorar a Beagrime. De lá para cá, diversos artistas fizeram suas primeiras aparições no evento, como o grupo ruadois, do qual Well faz parte, e o show de estreia do álbum da dupla Ogoin & Linguini, outra queridinha entre os jovens da cidade.

“Eu acho que a Beagrime é um marco, um exemplo para pessoas que acreditam no seu movimento, de motivação. As oportunidaes não existiam e a primeira que tivemos nós abraçamos e conseguimos fazer acontecer. Foi sobre não desistir e não deixar o movimento cair. São cinco anos dessa persistência, de saber lidar com as adversidades”, define o músico.

A concretização de todo o trabalho duro e grandes memórias criadas será comemorada neste sábado, em uma edição especial na Autêntica, no bairro Santa Efigênia, região Leste de BH. A Beagrime trará VND, Ogoin & Linguini, Larissinha, Akila, Inza Princess, Juliaisapunk, Well, ruadois, MC Preta Lua, KNID e MIB.

Os ingressos estão à venda a partir de R$ 42,50 (ingresso duplo) neste link.

Anota aí!

Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

Andreza Miranda

Email: andreza.miranda@bhaz.com.br

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

Mais lidas do dia

Estudante de 14 anos morre após passar mal dentro de escola do Sesi em BH

Estudante morre após passar mal em escola do Sesi em BH

‘Soco no estômago’: Réporter da Globo Minas relata caso de racismo um mês após se mudar para BH

jornalista globo racismo bh

TV Alterosa é condenada a pagar R$ 140 mil a Caetano Veloso após apresentador chamar cantor de ‘pedófilo’

tv alterosa condenada pagar caetano veloso

Câmara aprova, em primeiro turno, reajuste para servidores de BH

VÍDEO: Motorista e motociclista brigam, condutor inicia perseguição, bate em 5 carros e em moto em avenida de BH

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ