Ronei Wanderson de Souza, de 58 anos, policial militar reformado, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva; Ele é suspeito de matar a tiros o policial penal Wellington Silvio da Costa, de 50 anos. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (12), em um bar no bairro Casa Branca, na região Leste de Belo Horizonte. O investigado passou por audiência de custódia nessa terça-feira (13).
A decisão foi proferida pela juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca da Capital. Segundo a magistrada, a gravidade concreta dos fatos justifica a prisão preventiva para garantir a ordem pública.
De acordo com o auto de prisão em flagrante, Ronei foi localizado por policiais militares portando duas armas de fogo.
Em seu relato, o investigado afirmou que conversava com o proprietário do bar e, ao caminhar em direção à saída do estabelecimento, teria sido abordado pelo policial penal.
Ainda segundo a versão apresentada por Ronei, Wellington teria iniciado o movimento de sacar uma arma de fogo da cintura. O suspeito alegou ter efetuado o disparo em legítima defesa.
Relembre o caso
Um policial penal, identificado como Wellington Silvio da Costa, de 50 anos, morreu após ser baleado no tórax dentro de um bar no bairro Casa Branca, em Belo Horizonte, na madrugada desta segunda-feira (12). O suspeito do disparo é Roney Wanderson de Souza, um policial militar reformado, de 58 anos, que estava no estabelecimento.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi chamada por volta de 0h34, para um bar localizado na rua Burnier, após relatos de disparo de arma de fogo no local.
Clientes do bar socorreram Wellington. Um deles, que se identificou como guarda civil municipal, levou a vítima em um carro particular para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leste. Apesar do atendimento médico, o policial penal não resistiu aos ferimentos.
Uma testemunha relatou aos militares que o suspeito teria chegado ao local e iniciado uma discussão com a vítima. Ainda segundo o BO, a versão apresentada pelo policial militar reformado é de que a vítima teria feito menção de sacar uma arma e, por isso, ele atirou. Uma testemunha ouvida pelos PMs no local teria confirmado essa versão, segundo o registro policial.
O dono do bar confirmou que conversava com o suspeito antes do disparo, mas afirmou que não presenciou o momento do ocorrido. Ele informou à polícia que o local tem câmeras de segurança e que as imagens seriam disponibilizadas para a investigação.










