Estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) relatam estar sofrendo ameaças após terem o número de celular vazados em um vídeo divulgado pelo pré-candidato a deputado estadual de São Paulo, Douglas Garcia. O político foi até à universidade, nessa quarta-feira (22), para desafiar os alunos a “provar” que o presidente Lula (PT) era melhor para o Brasil que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com promessa de pagamento de R$ 500. A ação terminou em confusão e Douglas, que acumula quase 2 milhões de seguidores nas redes sociais, divulgou imagens de conversas dos jovens, alegando que eles teriam premeditado um ataque contra ele.
Em conversa com o BHAZ, os estudantes alegaram que as mensagens não incitam qualquer tipo de violência e que o objetivo era apenas “cantar algumas palavras de ordem” para que Douglas saísse do local. “Eles estavam nos constrangendo e nos assediando, e a ideia dos estudantes era se defender, mas os deputados começaram a ficar muito agressivos, vindo pra cima. Um dos estudantes, inclusive, recebeu uma garrafada de metal na cabeça e foi parar na UPA, foi uma catástrofe”, relata Tarlei de Carvalho.
O jovem foi um dos que teve o número de celular vazado. Ele conta que começou a receber ameaças, inclusive de morte.

Um estudante trans, que terá o anonimato preservado, afirmou à reportagem que também está recebendo ameaças. “Começaram a me mandar muita mensagem, falando que eu era feio, e depois, comecei a receber mensagens piores, com tom de transfobia, mandando que tinham conseguido meu endereço, que viriam aqui em casa cometer um crime e que se eu me achava homem, ia morrer como um”, disse.


O que diz o pré-candidato a deputado estadual?
Nas redes sociais, o pré-candidato disse apenas que todos que foram para cima dele “tiveram o mereceram”. A reportagem procurou Douglas e solicitou um posicionamento do político, mas, até a publicação desta matéria, não houve resposta.










