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Belo-horizontino lança 910 toneladas de lixo de forma irregular na cidade, somente em 2018

19/09/2018 às 17h39 - Atualizado em 19/09/2018 às 21h10
Lixo lançado de forma clandestina ocorre em toda a cidade: falta de consciência da população

As chuvas são uma constante preocupação na capital mineira. As inundações ocorrem com frequência, muitas vezes, decorrente de um alto volume de lixo descartado de forma ilegal em vias públicas, córregos e encostas. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), preocupação com lixo descartado de forma irregular é constante o ano inteiro. Contudo, as atenções da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) são redobradas nos meses que antecedem a época de chuvas, especialmente nas áreas consideradas de risco.

Uma das principais ações da PBH é a limpeza dos córregos da capital, realizada de forma intensiva em, pelo menos, 109 locais, incluindo também os afluentes e veios d´água. Até o início de setembro, já tinham sido limpos mais de 40 pontos na cidade e recolhidas cerca de 900 toneladas de lixo e entulho.

Pedro Assis Neto, chefe do Departamento de Serviços de Limpeza da SLU, conta que, em 2017, as intervenções do poder público municipal resultaram no recolhimento de mais de 2,3 mil toneladas de resíduos. “Desde março, intensificamos os atendimentos e esperamos, assim, concluir os pontos críticos até o fim de outubro”, destaca. O gestor salienta também que são limpos, em média, 211 mil metros quadrados (m²) de córregos, por mês, ou 7 mil m²/ dia.

Para o superintendente da SLU, Genedempsey Bicalho Cruz, o apoio da população é fundamental para o sucesso do trabalho desenvolvido. “O esforço das equipes se traduz em resultados mais efetivos sempre que o cidadão participa do processo de conservação das áreas revitalizadas”, afirma.

Em 2017, a Regional Venda Nova liderou a quantidade de lixo lançada de forma irregular no meio ambiente: 751 toneladas; seguida por Pampulha, com 383t; Regional Leste, com 307t; e Barreiro com 249.

Quantidade de lixo lançado de forma ilegal e retirado pela SLU, por região da cidade:

PBH/Reprodução

No leito de córregos que cortam a cidade, são retirados, além do lixo orgânico, restos de material de construção, pneus, latas, garrafas de plástico e de vidro, móveis velhos, eletrodomésticos danificados, brinquedos, madeira, roupas, calçados e muitos outros objetos inusitados. Um sinal da falta de consciência de boa parte da população.

“É importante enfatizar que a capital inteira é atendida por serviços regulares de limpeza urbana, por isso, se cada um descartar os resíduos da casa ou do comércio, devidamente acondicionados, nos dias certos de coleta, e não jogar entulho em lugares indevidos, vamos ter uma BH ambientalmente mais sustentável”, orienta Ana Paula da Costa Assunção, chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU.

Quase 3 mil toneladas/dia de resíduos

Por dia, os garis da SLU recolhem cerca de 2,8 mil toneladas de resíduos, que correspondem a 500 toneladas de entulho e terra, 1,9 mil toneladas de resíduos domiciliares, 230t de resíduos de deposição clandestina, 50t de resíduos de varrição e 120t oriundos de coletas de limpeza diversas. Por ano, são aproximadamente 806 mil toneladas de lixo enviadas ao aterro sanitário.

Córrego do Bicão, na Barragem Santa Lúcia, Região Centro-Sul de BH (Foto: Denilson Pereira de Freitas/SLU)

Deposições clandestinas

Em Belo Horizonte, existem hoje centenas de pontos de descarte irregular de resíduos, que são limpos frequentemente pelas equipes da limpeza urbana. Por ano, são 104 mil toneladas desses resíduos recolhidos pela cidade. Somente no Hipercentro, são 30 toneladas diárias. “Os Pontos Limpos implantados pela SLU durante o ano inteiro, em lugares antes ocupados por deposições clandestinas, têm se transformado em jardins mantidos pela própria comunidade, o que nos deixa muito motivados, uma vez que comportamentos assim fortalecem e asseguram a continuidade do projeto”, ressalta o superintendente da SLU.

Segundo Bicalho, com o apoio da Defesa Civil, busca-se antever e mensurar os perigos que deposições clandestinas podem oferecer aos cidadãos com o intuito de evitar o agravamento da situação em possíveis áreas de enchentes. “Por isso, reiteramos a necessidade das atividades sistemáticas de sensibilização da população, aliadas às ações de recolhimento de lixo e entulho”, observa.

Varrição

Considerando as áreas residenciais, fora dos limites da Avenida do Contorno, grande parte da capital recebe os serviços de varrição de forma quinzenal. Já as regiões comerciais, cujo fluxo de pessoas e veículos é maior, a varrição é realizada duas ou três vezes por semana e até mesmo diariamente. As equipes da SLU varrem cerca de 34 mil quilômetros de sarjetas por mês em toda Belo Horizonte.

No Hipercentro, que reúne intenso comércio, hospitais, escolas e uma infinidade de outras atividades, o serviço ocorre de segunda a sábado, quatro vezes por dia, inclusive no período noturno, com plantões aos domingos e feriados. Já na área considerada central, há varrição à noite até aos domingos. Pedro Assis Neto explica que a varrição evita que o lixo descartado fora da lixeira e até as folhas de árvores invadam os bueiros. “A varrição minimiza as chances de inundação. Um simples papel de bala, jogado fora do lugar certo, pode trazer enormes prejuízos”, adverte. “E o que todos nós sabemos, e nunca é demais lembrar: lugar de lixo é na lixeira.”

Com Prefeitura de Belo Horizonte

Redação BHAZ

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