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Veja como cada vereador de BH votou no PL que permite a internação involuntária de dependentes químicos

12/03/2026 às 11h51
Foram 28 votos favoráveis, nove contra e uma abstenção. (Divulgação/CMBH)

Foi aprovado nesta quarta-feira (11), pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, o Projeto de Lei 174/2025 que permite a internação voluntária e involuntária de usuários e dependentes de drogas na rede de atenção à saúde da capital. O PL foi aprovado com 28 votos favoráveis. Veja como cada vereador votou abaixo.

O texto é de autoria do vereador Braulio Lara e foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo líder do governo na Casa, Bruno Miranda. Com a aprovação, o projeto segue agora para sanção ou veto do prefeito de Belo Horizonte.

Durante a tramitação, vereadores contrários tentaram obstruir a votação, mas não conseguiram impedir que a proposta fosse analisada pelo plenário.

Veja como vereador votou:

Votos SIM:

Braulio Lara
Cláudio do Mundo Novo
Cleiton Xavier
Diego Sanches
Dra. Michelly Siqueira
Fernandes Pereira Altoé
Flávia Borja
Helinho da Farmácia
Irlan Melo
Janaina Cardoso
José Ferreira
Juninho Los Hermanos
Leonardo Ângelo
Loíde Gonçalves
Maninho Félix
Marilda Portela
Neném da Farmácia
Pablo Almeida
Professora Marli
Rubão
Rudson Paixão
Sargento Jalyson
Tileléo
Trópia
Uner Augusto
Vile Santos
Wagner Ferreira
Wanderley Porto

Votos NÃO:

Dr. Bruno Pedralva
Edamar Branco
Helton Junios
Iza Lourença
Juhlia Santos
Luiza Dulci
Pedro Patrus
Pedro Rousseff
Professora Nara

Votos ABSTENÇÃO:

Osvaldo Lopes

Mecanismo de tratamento

votação do projeto foi marcada por debates entre os parlamentares e por manifestações de representantes da sociedade civil presentes na galeria do Plenário Amintas de Barros.

O texto estabelece que o tratamento do usuário ou dependente de drogas deve ser realizado em uma rede de atenção à saúde, priorizando o atendimento ambulatorial. Em casos considerados excepcionais, poderão ser adotadas formas de internação em unidades de saúde e hospitais gerais.

Nessas situações, o atendimento deverá ser articulado com os serviços de assistência social. Segundo Braulio Lara, o cenário atual da capital exige novas formas de enfrentamento do problema.

“As pessoas acometidas por drogas nas ruas de Belo Horizonte não podem ser largadas para morrer em uma sarjeta. Nós precisamos de fato de implementar os mecanismos que forem necessários para tratar dessas pessoas”, afirmou.

A proposta também define diretrizes para a política de atendimento, como:

  • adoção de protocolos técnicos baseados em evidências científicas
  • acompanhamento dos resultados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e pelo Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (SISNAD)

O projeto ainda prevê ações voltadas à reinserção social e econômica dos pacientes, por meio de programas que integrem educação, capacitação para o trabalho, esporte e cultura, além de medidas preventivas voltadas à população.

No caso da internação involuntária, o texto determina que ela só poderá ocorrer após decisão formal de um médico responsável. A duração deverá ser apenas pelo tempo necessário para a desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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