TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Caso Alice: Justiça remarca audiência após testemunha não ser intimada em processo

10/03/2026 às 18h49
Alice Martins foi assassinada em BH (Reprodução/Redes Sociais)

Os acusados de espancar e matar Alice Martins participaram, nesta terça-feira (10), da primeira audiência do caso. Sete testemunhas de acusação foram ouvidas, mas a sessão foi interrompida após uma delas não ser localizada para intimação. Diante da situação, a juíza Ana Carolina Rauen concedeu prazo ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para informar um novo endereço da testemunha e se manifestar sobre o pedido de liberdade do réu Arthur Caique Benjamin de Souza, apresentado pela defesa. Com a decisão, o interrogatório dos réus foi remarcado para o dia 9 de abril, às 15h, quando o processo terá continuidade na fase de oitivas.

Alice foi agredida no dia 23 de outubro do ano passado e morreu em 9 de novembro, em decorrência das agressões. Para a Polícia Civil de Minas Gerais, a investigação apontou uma ligação direta entre as agressões sofridas pela vítima e a causa de sua morte. Os dois homens, de 20 e 27 anos, eram funcionários da lanchonete Rei do Pastel. Segundo as investigações, o crime teria começado por causa de uma dívida da vítima com o estabelecimento, mas a transfobia teria motivado a violência brutal.

Após o crime

Segundo a família, após a agressão, Alice foi atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, depois, foi para casa. O pai a encontrou no quarto já com várias lesões pelo corpo e sentindo muitas dores. Devido à gravidade do quadro, ela foi a um hospital particular. O espancamento causou fraturas nas costelas, perfuração intestinal e uma úlcera no estômago da vítima.

A vítima registrou um boletim de ocorrência, no dia 5 de novembro. Nele, informou que não conhecia os agressores. Alice morreu no último domingo (9), 17 dias após a sessão de espancamento.

“Nesse boletim de ocorrência, ela descreve os autores de certa maneira porque tem medo deles. Ela demorou a relatar para o pai que foi agredida porque ficou com vergonha. Ela sabia que foi agredida por ser uma mulher trans. Diante da vergonha e do medo de não ser acolhida pelas instituições, ela não descreve exatamente como são os funcionários. Também temos que lembrar que ela estava sob efeito de álcool e desmaiou rápido devido às agressões intensas. Chegou a quebrar as costelas dela”, comentou a delegada responsável pelo caso.

Com as informações apuradas pela investigação, para Lenoir, “está bem clara a autoria e a materialização” do crime. Ele espera que a audiência confirme o que a investigação demonstrou. “A gente espera que encerre hoje esse procedimento, essa fase com juiz sumariante. Mesmo porque, nós temos um dos réus que está preso, então, o processo de réu preso, ele tem que ser acelerado. Não tem motivos nenhum pra delonga desse processo”, concluiu o advogado de acusação antes da audiência.

Editado por: Isadora Vianna

Isadora Vianna

Estudante de jornalismo pela PUC Minas e estagiária do BHAZ desde fevereiro de 2026. Atuou na redação da Record Minas e na comunicação interna do Grupo Valence

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ