A Justiça de Minas decretou a prisão temporária de Luiz Gustavo Lopes Silva, suspeito de matar a ex-namorada Monique Ferreira da Costa, de 21 anos, e abandonar o corpo da jovem na BR-040, em Itabirito.
A prisão foi decretada pelo crime de feminicídio, horas após o suspeito receber o direito à liberdade provisória – sob fiança de um salário mínimo – pela acusação de fraude processual.
Essa decisão que mantém Luiz preso foi assinada pelo juiz Áderson Antônio de Paulo.
Morte por estrangulamento
As investigações da Polícia Civil apontam que Monique Ferreira da Costa foi agredida e morta por estrangulamento.
Em coletiva nessa segunda-feira (27), a Polícia Civil informou que o corpo dela foi encontrado debaixo do Viaduto Vila Rica, em Itabirito, enrolado em um plástico bolha e um cobertor.
As apurações tiveram início depois que a mãe da jovem registrou o desaparecimento da filha na Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), no dia 15 de fevereiro.
Durante relato, a mulher apresentou plena convicção de que algo teria acontecido à filha, apontando ainda o namorado da jovem como principal suspeito pelo desaparecimento.
Nesse dia, o investigado acompanhou à mãe da vítima até a delegacia e afirmou não saber o que teria acontecido à então namorada.
A investigação trabalha com a hipótese de que Luiz estava extorquindo a estudante, exigindo dinheiro para que ele pudesse pagar agiotas.
Na noite do assassinato, ele a buscou em uma clínica de estética no bairro Buritis, em Belo Horizonte. Eles foram para a casa de Monique, em Contagem, onde o crime teria ocorrido.
Nesse intervalo de tempo, Monique teria se comunicado com pessoas próximas, dizendo que iria a uma delegacia resolver um problema sério. Depois disso, a jovem desapareceu.
Suspeito é preso
Luiz Gustavo foi preso no último sábado, no apartamento de Monique, no bairro das industrias, em Contagem, retirando objetos do local.
Por esse motivo, ele foi preso em flagrante pelo crime de fraude processual, mas teve liberdade provisória concedida nessa segunda-feira.
No entanto, no inquérito que investiga o feminicídio, a Polícia Civil pediu a manutenção da prisão do suspeito, concedida pela Justiça horas depois. Dessa forma, Luiz Gustavo segue preso.
Prisão temporária
A prisão temporária tem prazo de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. Ela ocorre durante a fase de investigação do inquérito policial.
O pedido é uma ferramenta para que a Polícia Civil ou o Ministério Público coletem provas para, só então, solicitarem a prisão preventiva do suspeito em questão.
É concedida para tentar assegurar o êxito da investigação.








