A partir desta terça-feira (21), a Escola Estadual Professor Milton Campos – mais conhecida como Estadual Central – passa a contar com uma Associação de Ex-Alunos. A primeira assembleia geral da sociedade civil, que tem por objetivo o fortalecimento da instituição, ocorreu na manhã de hoje, em auditório do colégio.
Cerca de 250 ex-alunos se movimentam em torno da ideia. Entre eles, empresários e expoentes do ensino, segundo Afonso Cozzi, integrante do grupo de fundadores da Associação. Professor no campo da educação executiva, Cozzi destaca a liga como um gesto de cidadania, distante de “interesses pessoais e caracterizado pela transparência na sua formulação”.
O ex-aluno revela que a proposta da Associação é colaborar com a direção do Estadual Central no suporte em questões de gestão. Segundo ele, a diversidade e competência do quadro de associados permite que o grupo auxilie a administração da escola na implementação de iniciativas e projetos que beneficiem o ensino.
História célebre
Berço de personalidades, o Estadual Central esbanja um extenso time de figuras que, quando jovens, frequentaram seus corredores. A lista de chamada história reúne Dilma Rousseff, Fernando Pimentel e Toninho Horta, além dos já falecidos Henfil, Betinho e Fernando Sabino.
Escola pública mais antiga de Minas, o Estadual Central abriu suas portas em Belo Horizonte em 1956, mas a inauguração ocorreu mais de um século antes. A construção original, em Ouro Preto, data de 1854, quando o município da região Central sediava a capital do estado.
Além de ser um ponto histórico indiscutível, o colégio carrega o título de marco arquitetônico. Planejado por Oscar Niemeyer, o Estadual Central tem prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Seus traços remetem a um ambiente escolar lúdico: a caixa d’água do edifício assume a forma de um giz, a cantina virou uma grande borracha, e o prédio das salas de aula assume o formato de uma régua.
Em 2024, o Estadual Central completa 170 anos. Atualmente, os prédios da escola ocupam dois quarteirões no bairro de Lourdes, no Centro-Sul de BH, em espaço de 11 mil metros quadrados. A estrutura inclui 50 saladas de aula, auditórios para 400 lugares, oito quadras esportivas e uma piscina olímpica.












