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Entardecer em BH tem céu rosa e a explicação pode estar a 16 mil km de distância, na Indonésia

25/04/2022 às 19h55
ceu rosa
O entardecer 'cor-de-rosa' encantou dezenas de moradores de Belo Horizonte e também de outras cidades brasileiras (Roberth Costa/BHAZ)

Quem olhou da janela no fim da tarde de hoje (25) deve ter reparado que o céu adquiriu uma tonalidade diferente do habitual em alguns pontos da capital mineira. O entardecer “cor-de-rosa” encantou dezenas de moradores de Belo Horizonte e também de outras cidades brasileiras, que não hesitaram em eternizá-lo com cliques e vídeos nas redes sociais. Mas, o que provocou o fenômeno?

Ao BHAZ, o diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), Wagner Corradi, explica que o motivo por trás desse fenômeno tão “instagramável” pode estar a cerca de 16 mil quilômetros da capital mineira. É que nesse domingo (24), o vulcão Anak Krakatoa entrou em erupção na Indonésia, espalhando uma nuvem de cinzas no céu.

“A explosão de um vulcão joga muita poeira na atmosfera. Essas partículas são muito finas e ficam no ar durante muito tempo. Por conta das correntes marítimas e de ar, elas viajam a quilômetros de distância. E a tendência, quando o Sol está se pondo, é que o céu fique mais avermelhado por conta dessa poeira”, explica o astrofísico.

Ainda segundo Wagner, a estiagem típica da chegada do inverno também pode contribuir para que essas partículas fiquem mais visíveis, dando cores diferentes ao céu. “Quando chega o inverno, o tempo está mais seco e a poeira fica no ar mais tempo”, explica.

‘Sinistro de doido’

Pelas redes sociais, não faltam registros de pessoas que pararam tudo o que estavam fazendo para apreciar o céu rosa. Há, ainda, quem tenha aproveitado o momento contemplativo para refletir sobre a vida.

“O céu rosa no final da tarde é a visão mais linda que o ser humano pode ter”, escreveu um usuário do Twitter. Um morador da capital mineira, por sua vez, encontrou as melhores palavras para definir o fenômeno: “Nu, o céu de BH tá sinistro de doido”, comentou. Veja a repercussão:

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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