O Galo e a Arena MRV informaram que as forças de Segurança de Minas Gerais já identificaram 21 infratores envolvidos nas confusões que ocorreram durante a final da Copa do Brasil, no último domingo (10). Segundo o comunicado, divulgado nesta quinta-feira (14), outros nove envolvidos estão em fase avançada de identificação. Todos serão responsabilizadas conforme a lei.
O clube disse ainda que já iniciou os procedimentos para que todos os identificados sejam punidos administrativamente, em cumprimento ao Regulamento de Uso da Arena MRV e do Programa de Relacionamento Galo Na Veia.
Arena MRV é interditada pelo STJD
O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), Luís Otávio Verissimo, determinou a interdição da Arena MRV, em Belo Horizonte, após o episódio da última partida. A decisão atende a um pedido da Procuradoria, que solicitou a medida por questões de segurança no estádio.
Além da interdição, Verissimo determinou que o Atlético-MG realize suas partidas em outro local, sem a presença de público, até que o clube comprove ter implementado todas as medidas necessárias para garantir a segurança na Arena MRV.
Em seu perfil oficial no X (antigo Twitter), o Atlético informou que, pelo fato de o STJD não ter oportunizado ao CAM o exercício do direito de defesa, o clube apresentará um pedido de reconsideração. “O pedido será fundamentado em tudo que foi e está sendo feito pelo Galo em relação à segurança da Arena MRV. O Atlético irá cumprir a ordem do STJD, mas entende que a garantia do direito à ampla defesa é indispensável para a construção de uma decisão justa”, argumentou.
Episódios de violência
A decisão do STJD atende a um pedido da Procuradoria do órgão, feito com base nos episódios de violência registrados durante partida entre Atlético-MG e Flamengo, no último domingo (10), pela final da Copa do Brasil.
Após o primeiro gol do Flamengo, torcedores arremessaram bombas e objetos em campo, enquanto xingavam os jogadores do Galo. Um dos explosivos atingiu um fotógrafo que cobria a disputa. Nuremberg José Maria teve três dedos quebrados e rompimento de tendões.
Após o episódio, a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Minas Gerais (Arfoc-MG) declarou que já havia alertado a administração da Arena sobre os riscos à segurança dos profissionais e de equipamentos em campo.
A súmula da partida também registrou tentativas de invasão de campo e apontamento de laser contra o goleiro adversário durante o jogo.















